“Coletes amarelos” portugueses põem fim ao movimento

Publicação na página do Facebook, assinada pelo porta-voz do movimento, põe ponto final no grupo que, em Dezembro de 2018, foi responsável por uma manifestação geral inspirada pelos “coletes amarelos” franceses.

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Foto de um manifestante português a 21 de Dezembro de 2018 Miguel Manso

O grupo português “coletes amarelos” que, em Dezembro de 2018, coordenou uma manifestação nacional, chegou ao fim. Através de uma publicação na página do Facebook, assinada pelo porta-voz, Bruno Miguel Branco, os organizadores comunicaram aos seguidores as razões pelas quais decidiram terminar o movimento.

Afirmando que tinham sido alvo de “chacota, crítica, conotações a todo o género de extremismos ou partidos”, o porta-voz do movimento acusa o povo português de “não fazer nada”.

“É com uma profunda tristeza que comunicamos à população Portuguesa que damos por encerrado o Movimento Coletes Amarelos Portugal. O MCAP está a partir deste momento dissolvido após reunião interna e voto por unanimidade”, pode ler-se. Afirmam que “o povo português decidiu não fazer nada” e acusam o Governo de boicotar o movimento “de todas as maneiras”, utilizando a polícia “como um escudo para eternizar o seu sistema corrupto”.

O movimento tinha convocado para esta segunda-feira uma manifestação de apoio para com a greve dos motoristas. A ideia seria fazer uma marcha lenta na Ponte 25 de Abril e depois rumar a São Bento. A mobilização foi praticamente inexistente.

Em Dezembro de 2018, uma manifestação organizada por este movimento inspirado pelos protestos em França teve dezenas de pontos de concentração em todo o país e motivou uma forte mobilização policial. A Polícia de Segurança Pública suspendeu as folgas dos seus agentes para o dia da manifestação, por precaução, mas a afluência foi muito abaixo da prevista: dos milhares de “coletes amarelos” esperados, apenas centenas saíram às ruas, num dia em que não se registaram incidentes graves, como se chegou a temer.

Na publicação desta segunda-feira, 12 de Agosto, o porta-voz do grupo faz referência a esta manifestação, dizendo que “mal ou bem” foi feita história.