À saída da Via do Infante já não havia gasóleo para deixar o Algarve

Condutores trocam a Via do Infante pela EN 125 em busca de combustível. Há também falhas de abastecimento nos postos de emergência.

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LUSA/TIAGO PETINGA

O principal posto de combustível à saída do Algarve, em direcção a Lisboa e ao resto do país, na Via do Infante, ficou esta tarde sem gasóleo. Soou o alarme do que poderá vir a acontecer em toda a região, se a greve se prolongar. Ao final da tarde, a gasolina ainda corria nesta bomba da Galp (incluída na Rede Emergência de Postos de Abastecimento, a REPA), mas com a afluência que se registava, e sem garantia de reabastecimento, a previsão era que ficasse seca dentro de uma ou duas horas.

Em Albufeira, o posto da Repsol, também abrangido pela REPA, ficou sem pinga de combustível a meia da tarde. A situação tende a agravar-se, à medida que se aproxima o feriado de 15 de Agosto. 

Em sentido contrário às expectativas, a bomba da Repsol nas Quatro Estrada (Loulé), não incluída na rede dos postos de emergência, recebeu esta tarde um reabastecimento e está a funcionar como alternativa a quem se encontra na zona de Vilamoura e Albufeira. A notícia correu com rapidez e os automobilistas que andavam a saltitar de bomba em bomba dirigiram-se para ali em força. Assim, o trânsito na Estrada Nacional 125 ficou ainda mais caótico do que em dias normais.

Por enquanto, as zonas balneares são aquelas onde mais de faz sentir os efeitos da paralisação dos motoristas de matérias perigosas. Em Lagos, esta tarde, a bomba da Galp ficou sem combustível. No posto da BP à entrada de Quarteira e Vilamoura, a fila de espera crescia à medida que o sol convidava a deixar a praia.

A região algarvia dispõe de 138 postos de venda de combustível, e só 22 é que estão abrangidos pela REPA, que garante o abastecimento de 15 litros por veículo. Mesmo nestes, porém, registavam-se falhas: quatro não tinham qualquer tipo de combustível a dado momento da tarde de segunda-feira, e outros 11 não dispunham de algum tipo de combustível.