Entrevista

“Era eu já capitão e perguntavam-me sempre se já tinha casado”

Quando entrou para o Exército, em 1996, só teve mais quatro colegas de curso mulheres. Hoje, a major Diana Morais é formadora de forças para missões internacionais e foi recentemente eleita presidente do Comité de Perspectiva de Género da NATO. Sobre as Forças Armadas portuguesas, diz que “não são o último reduto do machismo”.

Há mês e meio foi eleita presidente do Comité de Perspectiva de Género da NATO e, em Setembro, apresenta o projecto de tese de doutoramento em Estudos de Género no ISCSP, Faculdade de Direito e de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova. Mestre em Engenharia Militar, a major Diana Morais recorda a construção de um aeródromo em Cabeceiras de Basto e de vias que ligaram o Sabugal à A23. Na UNIFIL, no Líbano, dirigiu a marcação da fronteira sul deste país com Israel, foi oficial de cooperação militar civil junto de presidentes de câmaras cristãos e muçulmanos. Destas experiências, ficou-lhe a certeza da necessidade de aproximação dos militares à sociedade civil.