Falta de anestesistas impede transferência de grávida do Amadora-Sintra

Por falta de anestesistas na Área Metropolitana de Lisboa, o hospital Amadora-Sintra não conseguiu transferir uma grávida na noite de sábado.

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Rui Gaudêncio/Arquivo

O hospital Amadora-Sintra não tinha especialistas de anestesia no sábado para assistir uma grávida e por essa razão teve de recorrer a outras unidades. Mas “nem o Hospital de Santa Maria, nem a Maternidade Alfredo da Costa (MAC), em Lisboa, tiveram capacidade para a receber porque também não tinham anestesistas”, disse fonte do gabinete de comunicação do hospital Amadora-Sintra, sublinhando que a grávida acabou por ter o bebé naquela unidade durante a manhã de domingo.

“Foi encontrada uma solução interna. Trabalhamos em rede e sempre que ocorre alguma falha recorremos aos outros hospitais e vice-versa”, disse, acrescentando que este é o procedimento determinado pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT) de forma a garantir a assistência aos doentes.

Durante o mês de Agosto, há vários dias em que o Hospital Amadora-Sintra apenas tem dois anestesistas de escala.

Contactada pelo PÚBLICO, a ARS-LVT respondeu que “as maternidades de Lisboa estão a receber grávidas. Caso haja necessidade de encaminhar utentes, as equipas articulam com o CODU/INEM, no sentido de identificar a unidade que naquele momento tem melhor capacidade de resposta.

A articulação entre hospitais e CODU/INEM tem saído reforçada das reuniões regulares que a ARSLVT tem mantido com as direcções clínicas hospitalares. Salienta-se que a articulação na rede hospitalar na região é contínua, ou seja, ocorre ao longo do ano”, diz a resposta escrita.

Recorde-se que o PÚBLICO noticiou que falta de obstetras e de anestesistas iria obrigar a que, no Verão, as urgências de obstetrícia de quatro hospitais da Grande Lisboa (MAC, Santa Maria, São Francisco Xavier e Amadora-Sintra) funcionassem num esquema de rotatividade.