Primeiro assalto para o Manchester City

Equipa de Pep Guardiola conquista Supertaça inglesa com triunfo nos penáltis sobre o Liverpool após empate (1-1) nos 90 minutos.

Zinchenko marcou um dos penáltis do City
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Zinchenko marcou um dos penáltis do City Reuters/JOHN SIBLEY

Foi um espectacular arranque para mais uma época de espectáculo no futebol inglês. Em Wembley, o Manchester City ficou com a Community Shield, o equivalente inglês da Supertaça, ao derrotar o Liverpool nos penáltis, depois de um empate (1-1) nos 90 minutos. Após o resultado nivelado do tempo regulamentar, o chileno Claudio Bravo fez a diferença na baliza do City, defendendo o remate de Wijnaldum, médio dos “reds”, e o acerto total dos seus colegas fez o resto. Foi a sexta vez que os “citizens” conquistaram esta competição e, para Pep Guardiola, foi o sétimo troféu arrecadado desde que aterrou em Manchester, tendo apenas falhado, nos últimos dois anos, a Taça de Inglaterra de 2018.

Pelo que City e Liverpool mostraram neste domingo num Wembley que estava mais vermelho que azul, podemos esperar uma Premier League intensa e muito equilibrada no topo. Os homens de Guardiola foram melhores na primeira parte, o campeão europeu dominou a segunda metade do jogo e até teve mais oportunidades para concretizar a reviravolta, mas os ferros e a agilidade de Bravo – titular nesta tarde em vez do brasileiro Ederson Morais – travaram quase tudo o que Salah e companhia enviaram na sua direcção.

Com apenas um reforço a jogar de início, o espanhol Rodri (ex-Atlético Madrid), e com o português Bernardo Silva também no “onze”, o City entrou a dominar e a atacar, mas sofreu uma contrariedade bem cedo no jogo, com Leroy Sané a sair lesionado aos 11’. Enquanto preparava a substituição, Guardiola viu a sua equipa a chegar à vantagem em inferioridade numérica. Foi numa bola parada que começou em Zinchenko, passou por Walker e por David Silva, antes de chegar a Raheem Sterling, que disparou para a baliza e bateu Alisson Becker, que podia ter feito bem melhor.

O campeão europeu demorou a aquecer os motores, mas, quando entrou realmente no jogo, foi quase demolidor. Mo Salah foi um perigo à solta e a defesa dos “citizens” não sabia lidar com o seu estilo imprevisível em velocidade. Depois de uma primeira parte relativamente discreta, o Liverpool entrou na disposição de equilibrar e começou a coleccionar oportunidades de golo. Van Dijk acertou na trave aos 57’, Salah atirou ao poste aos 59’ e Bravo deteve um remate perigoso do egípcio aos 69’. O golo dos “reds” apareceu finalmente aos 78’, de central para central. Van Dijk dominou uma bola perto da linha de fundo, fez um cruzamento para a área e Matip marcou de cabeça.

Alimentado pelo empate, o Liverpool subiu de intensidade e, até ao final do tempo de compensação, teve várias oportunidades de concretizar a reviravolta. Bravo voltou a ser o herói, ao deter remates de Keita (84’) e Shaqiri (94’), e teve a colaboração de Kyle Walker, que tirou uma bola de Salah praticamente em cima da linha de golo.

Sem haver um vencedor, a decisão avançou directamente para os penáltis e o habitualmente suplente Bravo voltou a brilhar, detendo o remate de Wijnaldum e abrindo a porta para o primeiro título da época, confirmado no pontapé final de Gabriel Jesus.