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Participo.eu: uma aplicação para nos ajudar a melhorar o sítio onde vivemos

Aluno da Universidade da Beira Interior desenvolveu aplicação em que as pessoas podem identificar problemas urbanos e deixar sugestões.

Um aluno da Universidade da Beira Interior (UBI) criou uma aplicação através da qual as pessoas podem identificar problemas e deixar sugestões de melhoramento urbano com vista a uma melhor gestão do espaço público, anunciou aquela instituição.

Em comunicado enviado à agência Lusa, esta universidade sediada na Covilhã, distrito de Castelo Branco, especifica que a aplicação é de “utilização simples” e que “possibilita a publicação de uma fotografia do local para o qual se tem uma proposta, sugestão ou reclamação, acompanhada de um pequeno texto explicativo e da localização GPS do telemóvel”.

A aplicação Participo.eu foi desenvolvida para smartphone por Henrique Oliveira, arquitecto e urbanista actualmente a tirar o doutoramento em Sociologia, na UBI. Neste projecto, integrou a possibilidade de as entidades públicas, como juntas de freguesia ou municípios, aderirem ao sistema, recebendo por e-mail a notificação das questões apresentadas em relação à sua área de actuação.

“A aplicação poderá também ser utilizada por associações de moradores ou outros grupos que, de forma semelhante às autarquias, poderão contratar, a custo muito reduzido, o serviço de notificação das ‘postagens’ relativas à sua área de interesse”, acrescenta a informação.

PÚBLICO -
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A aplicação já se encontra disponível na Android Play Store e, de momento, as participações são anónimas e não são públicas, mas em breve será possível criar perfis e visualizar as publicações dos outros utilizadores. Citado na nota de imprensa, o autor do projecto refere que o “principal objectivo” é “dar voz às populações, que são quem conhece e vivencia os problemas dos espaços públicos das grandes ou pequenas localidades, mas que não dispõem de um meio fácil e acessível para relatar e propor soluções para problemas existentes”. “Com esta nova ferramenta, o meio para fazer a participação estará no telemóvel”, acrescenta Henrique Oliveira.

O autor da ferramenta frisa ainda que o trabalho parte do “princípio que da participação pública emergem bons frutos, resultados reais, soluções endógenas, que, atendendo adequadamente às necessidades das pessoas e comunidades, promovem a integração social e o sentimento de pertença e, consequentemente, reduzem os vandalismos e aumentam a confiança no trabalho dos autarcas”.

No âmbito deste projecto vão ainda ser promovidas caminhadas com a população para incentivar o envolvimento cívico na identificação de problemas urbanos, como acessibilidades, barreiras urbanísticas, segurança, iluminação e na elaboração de propostas de melhorias. Numa segunda fase, a participação terá lugar em fóruns presenciais e virtuais, para discussão e definição de acções colectivas e prioridades, para os quais as autarquias e outras entidades serão convidadas a participar e contribuir.

No desenvolvimento deste projecto, Henrique Oliveira contou com orientação de Catarina Sales, docente do Departamento de Sociologia e com a parceria da Novageo Solutions. Existe uma outra aplicação que, nas zonas do Algarve e Lisboa, tem tentado aproximar os munícipes jovens dos políticos: é a myPolis.