Motoristas pedem nova reunião. “Há sempre possibilidade de a greve ser desconvocada”

Um dos sindicatos disse que as consequências desta greve serão mais graves do que as sentidas em Abril, já que, além dos combustíveis, vai afectar o abastecimento às grandes superfícies, à indústria e aos serviços, podendo “faltar alimentos e outros bens nos supermercados”.

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A greve de Abril levou à falta de combustíveis em vários pontos (e postos) do país Rui Gaudêncio

O vice-presidente do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Pedro Pardal Henriques, revelou que pediu “uma nova reunião ao ministério das Infra-estruturas para tentar um acordo e assim evitar a greve” dos motoristas. Em declarações à RTP3, no programa Grande Entrevista, Pedro Pardal Henriques explicou que "a reunião foi informalmente aceite pelo Ministério das Infra-estruturas” e deverá realizar-se na próxima segunda-feira, dia 5 de Agosto.

“Há sempre a hipótese de a greve ser desconvocada, estamos sempre dispostos a negociar”, garantiu Pedro Pardal Henriques, que também é advogado.

A greve convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), que começa a 12 de Agosto, por tempo indeterminado, ameaça o abastecimento de combustíveis e de outras mercadorias.

O Governo terá de fixar os serviços mínimos para a greve, depois das propostas dos sindicatos e da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) terem divergido entre os 25% e os 70%, bem como sobre se incluem trabalho suplementar e operações de cargas e descargas.

O ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, considerou que "todos” devem estar preparados para os “transtornos” da greve dos motoristas de mercadorias, enquanto o responsável pela tutela das Infra-estruturas, Pedro Nuno Santos, assegurou que o Governo está “a trabalhar” naquela questão e que os serviços mínimos “serão numa dimensão muito satisfatória”.

A greve do SNMMP iniciada a 15 de Abril levou à falta de combustíveis em vários postos de abastecimento em todo o país, tendo o Governo acabado por decretar uma requisição civil e convidar as partes a sentarem-se à mesa das negociações.

O SIMM já veio dizer que as consequências desta greve serão mais graves do que as sentidas em Abril, já que, além dos combustíveis, vai afectar o abastecimento às grandes superfícies, à indústria e aos serviços, podendo “faltar alimentos e outros bens nos supermercados”.