Gonçalo Dias

A galeria de ilustres que habita a Casa Rosa Hotel

Edifício de pendor moderno, na rua da Alegria, no Porto, projectado por Fernando Ferreira em 1949, foi reabilitado, num trabalho de Nuno Graça Moura. O proprietário, a Fundação Cupertino de Miranda, acrescentou-lhe a obra fotográfica de Fernando Lemos, que vibra, surreal, nas suas paredes renovadas.

Uma casa precisa de gente. Na Casa Rosa, a porta está aberta para os turistas que desaguam na cidade, mas mesmo que ela estivesse vazia, numa época baixa que o Porto deixou de ter, não lhe faltariam rostos, fantasmagorias de portugueses (e não só) ilustres que facilmente poderíamos imaginar tomando copos, em grande tertúlia, nos novíssimos bancos corridos, verde-pub, com aquele que os fotografou. Pelas mãos da Fundação Cupertino de Miranda, de Famalicão, e do arquitecto Nuno Graça Moura, o edifício desenhado por Fernando Ferreira há 70 anos ganhou, em 2018, uma segunda vida — a de Boutique Hotel e outro protagonista: Fernando Lemos, com a sua surreal maneira de retratar os grandes do seu tempo.