SIS acompanha “muito de perto” conferência de extrema-direita em Lisboa

A Nova Ordem Social, principal grupo de extrema-direita em Portugal, vai reunir vários nacionalistas europeus num local a designar.

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Nuno Ferreira Santos/arquivo

O Serviço de Informações de Segurança (SIS) está a acompanhar “muito de perto” a “conferência nacionalista” que se realiza a 10 de Agosto em Lisboa e contará com representantes de partidos e movimentos europeus, disse esta quinta-feira à Lusa fonte policial.

A mesma fonte adiantou que o SIS está a fazer uma monitorização desta conferência do movimento neonazi e de extrema-direita.

A Nova Ordem Social, que tem como presidente Mário Machado, vai realizar a 10 de Agosto, em Lisboa, uma “conferência nacionalista” e contará com a presença de representantes de partidos, organizações e movimentos europeus, estando já confirmados sete oradores, segundo informações da organização.

Além de Mário Machado, a conferência vai contar com Josele Sanchez (Espanha), Adrianna Gasiorek (Polónia), Blagovest Asenov (Bulgária), Francesca Rizzi (Itália), Mattias Deyda (Alemanha) e Yvan Benedetti (França).

O local da conferência, que a Nova Ordem Social considera ser “o maior evento nacionalista em Portugal”, vai ser divulgado a 1 de Agosto.

“Este evento, vai ter uma enorme projecção europeia, e como consequência, projectar ainda mais, a Nova Ordem Social”, lê-se no site deste movimento, referindo ainda que, “como sempre”, vão “agilizar o protocolo de segurança com a PSP”.

O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2018 refere que a extrema-direita portuguesa continuou, no ano passado, “a revelar grande dinamismo na luta pela “reconquista” da Europa, nomeadamente no que diz respeito ao combate à imigração ilegal, à islamização, ao multiculturalismo e ao marxismo cultural”.

Segundo o RASI, o sector identitário e neofascista destacou-se novamente em 2018 através da organização de conferências, acções de propaganda, celebrações de datas simbólicas, acções de protesto, eventos musicais e sessões de treino de artes marciais, num “perfeito alinhamento com o modo de actuação dos seus congéneres europeus, com quem manteve contactos frequentes”.

A tendência skinhead neonazi esteve “menos activa”, mas manteve as suas actividades tradicionais, como concertos e reuniões, além de associar pontualmente às iniciativas do movimento identitário e neofascista, indica o RASI, frisando que a extrema direita registou “uma intensa difusão de propaganda em ambiente virtual, com o objectivo de criar condições favoráveis ao sucesso eleitoral de forças políticas nacionalistas ou populistas em 2019”.

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