Crítica

Brian de meio palmo

Um thriller insípido, repleto de clichés e de actores ou muito maus ou nada convictos das suas personagens, que quer meter a colherada no assunto do terrorismo islâmico e do seu espectáculo.

Fica-se a pensar no “meio filme” que, segundo de Palma, falta a <i>Domino</i>...
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Fica-se a pensar no “meio filme” que, segundo de Palma, falta a Domino...
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Aos 79 anos, Brian De Palma parece ter-se tornado persona non grata para a indústria americana. Domino, como o precedente (e bastante curioso) Paixão, de 2012, é outra vez um filme de capitais europeus, e rodado neste continente (Dinamarca e Espanha, sobretudo) – o seu último filme americano foi Redacted, já há 12 anos… Mas nem a filmar como um auteur europeu o pobre De Palma parece ter sorte: se Domino é, nitidamente, um filme feito com um orçamento esquálido (o que até é curioso, dá-lhe uma espécie de patine artesanal a milhas do high tech hollywoodiano), isso não impediu que o realizador entrasse em conflito com os produtores. Apesar de o seu nome se manter no genérico, De Palma desautorizou a montagem final, que no seu cut teria sensivelmente o dobro (!) da duração que Domino apresenta (cerca de uma hora e meia).