Ana Moura e Vitorino cabeças de cartaz no Festival Sons da Terra 2019, em Oeiras

Três dias de música e outras artes juntam este fim-de-semana na Fábrica da Pólvora, em Oeiras, nomes como Ana Moura, Vitorino, Rão Kyao, Cramol, Adiafa ou Ana Laíns. Esta sexta, com entrada livre, o festival partilha o espaço com o Sete Sóis Sete Luas.

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Ana Moura e Vitorino MIGUEL MANSO / DANIEL ROCHA

Chama-se Festival Sons da Terra e reivindica o título de “maior festa da portugalidade”. Vai decorrer na Fábrica da Pólvora, em Oeiras, e entre sexta-feira e domingo são vários os nomes que passarão pelos quatro palcos montados no recinto: Ana Moura, Vitorino, Rão Kyao, Cramol, Adiafa ou Ana Laíns, mas também João Frade, Daniel Cristo, Peu Madureira, além de tunas, coros ou grupos de danças e cantares de várias regiões.

O festival, promovido pela Câmara Municipal de Oeiras a partir de um projecto do guitarrista, compositor e produtor Diogo Clemente (esta é a primeira edição e servirá de experiência para ver os moldes em que poderá repetir-se), tem por objectivo, segundo os seus promotores, criar “um espaço inédito e capaz de agregar a música, cantares, artes performativas, artesanato, trajes e gastronomia do país inteiro.” Os concertos, apesar de repartidos pelos vários palcos, foram programados de modo a não coincidirem uns com os outros; ou seja: se nada falhar nos horários, será possível assistir a todos.

Sete Sóis Sete Luas, uma coincidência​

No primeiro dia, sexta-feira 19, a entrada é livre (gratuita) e os espectáculos programados percorrerão os quatro palcos. Começa com o Rancho Folclórico Etnográfico Danças e Cantares da Mugideira (no Palco Folclore, às 17h30), seguindo-se-lhe as Cantadeiras do Vale do Neiva (no Palco Jardim da Memória, às 19h30), a Tuna Académica de Lisboa (Palco Jardim das Oliveiras, 18h45) e, por fim, a Orquestra Sete Sóis Sete Luas (Palco Pátio do Enxugo, às 21h00), com o mesmo nome do festival que já vai sem 27 edições e que, tendo também neste dia por palco a Fábrica de Pólvora de Oeiras, acabou por proporcionar uma ligação entre os dois festivais. O Sete Sóis Sete Luas, que tem vários concertos em Portugal e fora dele, começou em Junho e termina no final de Agosto.

Nos dias seguintes, as entradas já serão pagas: 3 euros por dia, sem acesso ao palco principal, ou 5, com acesso irrestrito; e 9 euros por um passe para os dois dias. Sábado dia 20, por exemplo, passarão pelo Palco Folclore o Grupo de Folclore de S. Miguel Milharado (16h), o Grupo de Folclore das Lavadeiras Ribeira da Lage (18h) e o Cramol, histórico coral polifónico ligado à Biblioteca Operária Oeirense que já soma 40 anos de pesquisa e recriação dos cantos tradicionais femininos portugueses (às 20h). E no Palco Jardim da Memória estarão Castra Leuca Trio e Peu Madureira (16h20) e o acordeonista João Frade, que em 2018 lançou o seu primeiro álbum de originais (às 18h45).

Ainda no sábado, no Palco Jardim das Oliveiras ouvir-se-ão os Zés P’reiras de Antas (15h), Daniel Cristo, com um concerto baseado no seu disco Cavaquinho Cantado (17h30) e Rão Kyao, músico que depois da sua ligação ao jazz, como saxofonista, tem explorado na flauta as ligações entre a música de raiz portuguesa e o Oriente (19h30). A noite terminará com um concerto de Ana Moura, no Palco Pátio do Enxugo (21h).

Vitorino, Adiafa, Ana Laíns e a Tasca do Chico

No último dia, domingo 21, o Palco Folclore recebe o Grupo Folclore Cantarinhas de Barro (às 16h) e o Rancho Folclórico Camponesas de D. Maria (às 18h), enquanto pelo Palco Jardim da Memória passarão os Adiafa, que celebram 20 anos de existência como grupo (16h20) e os Almocreves da Amieira. O Palco Jardim das Oliveiras apresentará Danças e Cantares do Paul (15h), Pauliteiros de Miranda (17h30) e a cantora Ana Laíns (19h30). A fechar o Festival, actuará Vitorino, no Palco Pátio do Enxugo, pelas 21h.

No recinto do festival será também recriado um conhecido espaço fadista lisboeta, a Tasca do Chico, que por três dias “transferirá” o espírito do Bairro Alto para Oeiras.