paulo pimenta

É mais difícil fazer amigos quando somos adultos e a cada sete anos perdemos metade dos que temos

As amizades surgem sem que pensemos nelas durante a infância e a juventude. Já na idade adulta, nem por isso. A família rouba tempo e a desconfiança em relação ao outro é maior. E não, os amigos do Facebook não contam. Até porque a amizade não se pede, constrói-se. Um trabalho que, segundo um estudo, requer no mínimo 90 horas. Primeiro de uma série de artigos que mostram como a ciência nos ajuda a perceber melhor alguns dos nossos comportamentos.

Fazer novos amigos implica uma espécie de dança que Nathan Belois, um norte-americano radicado há quatro anos em Portugal, conhece de cor e salteado. Mas que nem por isso se torna mais fácil de executar. “É difícil. É quase como se estivéssemos à procura de um parceiro para um relacionamento amoroso, mas sem a parte do sexo”, brinca o norte-americano, que, aos 39 anos de idade, já viveu em geografias tão remotas como a Bósnia-Herzegovina, Sérvia, Alemanha, passando pelos Países Baixos e pela Ucrânia.