Groenewegen vence sétima etapa do Tour e mantém a tradição

Ciccone mantém a camisola amarela, símbolo de líder da classificação geral.

Dylan Groenewegen
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Dylan Groenewegen LUSA/YOAN VALAT

Dylan Groenewegen (Jumbo-Visma) manteve a (sua) tradição e, depois de ter falhado a primeira tentativa, venceu nesta sexta-feira a sétima etapa da Volta a França, impondo-se a Caleb Ewan (Lotto Soudal) e Peter Sagan (BORA-hansgrohe) dois dos maiores especialistas em finais ao sprint do pelotão internacional. Foi o terceiro triunfo do holandês, apenas três anos depois do primeiro, alcançado numa das mais carismáticas tiradas da prova francesa: a última, nos Campos Elísios.

“O início da corrida não foi aquilo que eu estava à espera, mas nos últimos dias tentei recuperar para estar em boas condições hoje [nesta sexta-feira]”, explicou Groenewegen no final. “Foi um sprint caótico. Acelerei nos últimos 250 metros e apenas me preocupei a dar o meu máximo”, concluiu o ciclista que viu a sua vitória ser decidida com recurso ao photo-finish, tão disputado foram os metros finais.

A sétima etapa do Tour foi, sem dúvida, a mais aborrecida da prova até ao momento. Para além de ser a mais longa da edição deste ano (230km), não trazia, propriamente, dificuldades e surgia depois da primeira em que a montanha a sério pôs à prova o pelotão. O resultado foi uma tirada aproveitada por quase toda a gente para recuperar energias, como se comprova pelo ritmo suporífero imposto ao longo de quase todo o percurso e que se traduziu numa chegada 20 minutos depois do horário mais lento previsto e mais de seis horas após o seu início, o que permitiu a Giulio Ciccone (Trek-Segafredo) manter a camisola amarela.

Em todo o pelotão só dois ciclistas mostraram vontade de fugir ao turpor instalado. O francês Yohann Offredo (Wanty-Gobert) tentou a sua sorte pela terceira vez neste Tour e antes da tirada chegou a confessar que tinha sonhado com o triunfo: “Sonhei que ganhava a etapa, depois de o pelotão ter dado meia-hora de avanço” A verdade é que, na realidade, não houve essa generosidade. O outro sonhador e companheiro de escapada foi o também gaulês Stephane Rosetto (Cofidis), que também já tinha tentado a sua sorte neste Tour. Mas, quer um, quer outro foram alcançados quando as equipas com interesse num final ao sprint começaram a acelerar um pouco.

Depois da tentativa falhada na etapa inaugural da Volta a França devido a uma queda nos derradeiros quilómetros, nesta sexta-feira Dylan Groenewegen não deixou escapar o triunfo, sendo o quarto sprinter diferente a vencer o quarto final disputado desta forma.

Já Nairo Quintana teve de forçar o ritmo nos derradeiros quilómetros da tirada para não ver os principais candidatos a chegar de amarelo a Paris fugirem. Isto porque o ciclista colombiano parou a cerca de 30km da meta para urinar. Uma necessidade que surgiu precisamente no momento em que o pelotão acelerou. Quintana viu-se aflito mas com a ajuda dos seus companheiros da Movistar evitou perder segundos que poderão vir a ser preciosos.

No sábado, a 13.ª etapa compreende uma ligação de 200 quilómetros entre Mâcon a Saint-Étienne, com um perfil relativamente acidentado.