Raiva abre Festival de Cinema em Badajoz com cinco curtas portuguesas em competição

Além da longa-metragem de Sérgio Tréfaut, o cinema português estará representado por filmes de Ivo M. Ferreira, Daniel Veloso, João Pupo, José Magro e Filipe Melo na 25.ª edição do festival espanhol.

Hugo Bentes é o protagonista de <i>Raiva</i>
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Hugo Bentes é o protagonista de Raiva DR

Cinco curtas-metragens portuguesas competem no 25.º Festival Ibérico de Cinema (FIC), em cuja abertura, em Badajoz (Espanha), na segunda-feira, vai ser também exibido Raiva, longa-metragem de Sérgio Tréfaut. O festival prolonga-se até 20 de Julho, decorrendo em Badajoz mas também nas localidades de Olivença e San Vicente de Alcántara, explicou esta sexta-feira a delegação em Lisboa da Junta da Extremadura espanhola.

A abertura do certame, às 22h30 de segunda-feira, no terraço do Teatro López de Ayala, fica então marcada pela exibição do filme Tréfaut. Numa adaptação do livro Seara de Vento, de Manuel da Fonseca, Raiva conta uma tragédia ocorrida nos campos do Alentejo, em 1950. “A injustiça é retratada em Raiva como um ciclo que se repete, e continuará sempre a repetir-se através de novas formas, embora toda a vida se lute contra ela”, explica o realizador, que escolheu adaptar este livro emblemático no Alentejo a “um neo-realismo português clássico”, frisou a Junta da Extremadura. A exibição do filme em Badajoz vai ser acompanhada pelo seu protagonista, o actor Hugo Bentes.

Quanto à Secção Oficial do FIC, cinco curtas-metragens portuguesas competem com outros 22 trabalhos de realizadores espanhóis, numa edição em que se inscreveram 450 curtas-metragens, das quais 25 foram provenientes de Portugal. Equinócio, de Ivo M. FerreiraNevoeiro, de Daniel Veloso; Por Tua Testemunha, de João Pupo; Rio entre as Montanhas, de José Magro; e Sleepwalk, de Filipe Melo, são os filmes portugueses a concurso.

O certame, que “mostra o cinema mais representativo que se realiza na Península Ibérica”, coloca “o foco na curta-metragem como protagonista” deste 25.º aniversário, destacou a organização. “A qualidade continua a ser a marca de identidade do FIC, que se tornou numa referência para os realizadores do mundo do cinema. O comité de selecção destaca de forma particular o elevado nível dos realizadores portugueses”, realçaram também os promotores.

O total de 27 curtas em competição na Secção Oficial aspira ao Prémio Onofre de Melhor Curta-metragem, com um valor de 3.000 euros, assim como aos Prémios do Público de Badajoz, Olivença e San Vicente de Alcántara, dotados com 800 euros cada um, entre outros galardões em disputa.

O 25.º FIC é patrocinado pelo Governo Regional da Extremadura, Diputación de Badajoz, Consórcio do Teatro López de Ayala, Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças e municípios das cidades envolvidas, além de outras entidades.