Colapso de barragem no Brasil obriga à evacuação de duas cidades

As chuvas fortes na região terão provocado o rebentamento da barragem. Cidades de Pedro Alexandre e Coronel Sá, na Bahia, foram evacuadas.

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A auto-estrada BR-235 foi cortada devido às cheias provocadas pela ruptura da barragem Polícia Rodoviária Federal

Uma parte de uma barragem cedeu esta quinta-feira em Pedro Alexandre, no distrito de Quati, no Nordeste do estado brasileiro de Bahia, obrigando à evacuação das cidades de Pedro Alexandre e Coronel Sá, cidade a cerca de 45 quilómetros da barragem. 

Cerca de 40% da área urbana de Coronel Sá já se encontra submersa. Os 300 moradores que habitam na zona ribeirinha da cidade, banhada pelo Rio Peixe, foram retirados do local.

Há, contudo, alguns habitantes que ainda não foram resgatados, por estarem em zonas de difícil acesso.

De acordo com O Globo, a protecção civil da Bahia aconselhou as famílias de Coronel Sá a deixarem as suas casas. Até ao momento, não há registo de feridos. 

Citado pela Folha de São Paulo, Paulo Sérgio Luz, director da Defesa Civil de Bahia, disse que a barragem ainda não cedeu totalmente. Se a rotura se alastrar, a água atingirá em força a cidade de Coronel Sá, que está localizada numa região abaixo da barragem. Na cidade, foram disponibilizadas cinco escolas para receber a população. 

As fortes chuvas que se têm feito sentir na área do Rio Peixe, nos últimos cinco dias, poderão ter contribuído para o colapso. Segundo fonte do município de Coronel Sá, citada pelo site G1, a água começou a chegar à cidade por volta das 15h30 (19h30 em Lisboa). Desde o início da manhã (hora local) que as autoridades estão a tentar retirar os habitantes das áreas de risco, mas alguns moradores recusam-se a deixar as habitações.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Pedro Alexandre tem perto de 16.695 habitantes e Coronel Sá cerca de 17.066 moradores.

Em Janeiro de 2019, o rompimento de uma barragem em Brumadinho, no estado de Minas Gerais, matou 247 pessoas e deixou 23 desaparecidas. A empresa Vale, construtora da barragem, foi na quarta-feira condenada pelos danos causados pelo desastre. A justiça do estado de Minas Gerais manteve o congelamento de 11 mil milhões de reais (cerca de 2,6 mil milhões de euros) da Vale, mas ainda não definiu o valor da indemnização que a empresa mineira terá de pagar.