Crítica

A punk (não) está morta

Elisabeth Moss tem o papel de uma vida em Her Smell, a história de uma estrela rock capaz de tudo para se auto-destruir. É um dos filmes do ano, e se não for o melhor filme que se pode ver hoje em Portugal não anda lá longe.

Her Smell, sexta longa do americano Alex Ross Perry, com Elisabeth Moss no papel de uma roqueira
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Her Smell, sexta longa do americano Alex Ross Perry, com Elisabeth Moss no papel de uma roqueira

Qualquer filme que comece com um power-trio-grrrl-power a cantar Another girl another planet dos Only Ones antes de se autodestruir caoticamente nos bastidores do recinto, pelo meio de álcool, drogas, tatuagens e insultos (e de uma estrela do rock passada dos carretos a mandar toda a gente dar uma volta ao bilhar grande) não está com meias palavras nem meias medidas. O essencial é isto: anda por aí a promover-se tanto filmezinho igual ao litro que é preciso apaparicar o objecto não identificado que é Her Smell, sexta longa-metragem do americano Alex Ross Perry e primeira a chegar ao circuito comercial nacional (apesar da sua obra anterior ter praticamente toda sido mostrada no Indielisboa). Porque tem Elisabeth (A História da Aia) Moss no papel de uma vida como roqueira em queda livre, porque é o melhor filme que Ross Perry já fez e porque é, desculpem a palavra, um filmão do caraças.