Tribunal de Almada condena 21 pessoas por venda de carros roubados

Os arguidos pertenciam a um grupo que roubava carros para vender após falsificação das matrículas. Foram condenados a penas de um ano e seis meses a 12 anos de prisão efectiva.

Brott
Foto
fabio augusto

O Tribunal de Almada condenou 21 pessoas a penas de prisão, 13 das quais efectivas, por pertencerem a um grupo que roubava carros para vender após falsificação das matrículas, informou esta segunda-feira a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

De acordo com PGDL, o Juízo Central Criminal da Comarca de Almada condenou, por acórdão datado da passada quarta-feira, 13 arguidos a penas de um ano e seis meses a 12 anos de prisão efectiva “pelos crimes de associação criminosa, burla, falsificação, receptação, simulação de crime, furto, roubo, ofensa qualificada e detenção de arma proibida”.

Neste processo, mais oito arguidos foram condenados a penas suspensas que vão de um ano e quatro meses a quatro anos e seis meses de prisão. Dezoito outros arguidos foram absolvidos.

Segundo uma nota da PGDL, “foi dado como provado que os arguidos condenados actuaram entre 2011 e 2016, em território nacional e no estrangeiro, de forma grupal, concertada e estratificada, com vista à falsificação de viaturas de alta gama (clonando-as e apondo-lhes matrículas falsas)”. Em 2016, os arguidos passaram também “a obter viaturas em rent-a-car, que não devolviam”, simulando acidentes para obterem carros de substituição junto das seguradoras.

Estas viaturas eram depois registadas em nome de compradores, que as adquiriram “de boa-fé ou não”, para o que os arguidos forjavam vendas com documentos falsificados, contando “com o apoio técnico e especializado de uma advogada”, acrescentou. O acórdão ainda não transitou em julgado.