João Sousa foi mais um a esbarrar no Big Three

Número um português perdeu com Rafael Nadal em três sets, caindo nos oitavos-de-final em Wimbledon.

Tenista português defrontou Nadal
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Tenista português defrontou Nadal Reuters/CARL RECINE
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Nadal saiu vitorioso do duelo LUSA/NIC BOTHMA
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Português sentiu dificuldades contra o espanhol Reuters/CARL RECINE
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Espanhol é o número 2 no ranking mundial LUSA/NIC BOTHMA
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Foi a primeira vez que um tenista português conseguiu chegar tão longe na prova londrina LUSA/NIC BOTHMA

São muitos os tenistas que se “queixam” de viver na mesma era do Big Three. Outros, regozijam-se por terem a oportunidade de defrontar os grandes campeões Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer. Nesta segunda-feira, João Sousa fez parte do primeiro grupo, pois Nadal realizou uma brilhante exibição e não deu hipóteses ao português de discutir o resultado nos oitavos-de-final de Wimbledon. 

O número dois do ranking perdeu somente 13 pontos nos seus 12 jogos de serviço — mais três do que na ronda anterior, frente a Jo-Wilfred Tsonga — no segundo encontro consecutivo em que não enfrentou qualquer break-point. E com o quinto ás concluiu o encontro ao fim de 1h45m, com os parciais de 6-2, 6-2 e 6-2

“Não há muito a dizer, o Rafa esteve muito bem, fez um encontro incrível, demonstrou o porquê de ser um dos melhores jogadores da actualidade e, provavelmente, da história do ténis. Esteve demolidor, aniquilou as minhas armas, notou-se que ele estava muito cómodo e pouco pude fazer. Sem servir de desculpa, gostaria de ter estado um bocadinho melhor fisicamente, podia ter dado mais alguma luta, mas o Rafa esteve irrepreensível”, resumiu o vimaranense.

Sousa garante a subida do 69.º para o 55.º lugar do ranking e um cheque de (cerca de) 200 mil euros, mas para história fica a presença inédita nos oitavos-de-final de Wimbledon — e segunda nesta fase dos torneios do Grand Slam. “Estou muito contente por mais uma vez estar na quarta ronda de um Grand Slam, jogar a um bom nível,  deixar o nome de Portugal na história do ténis. Não sou muito dessas coisas, mas num torneio tão emblemático como este, acredito que tenha sido um bom feito”, vincou.

Nos “quartos”, Nadal vai enfrentar Sam Querrey (65.º), que chega a esta fase pela terceira vez nos últimos quatro anos, após vencer o também norte-americano Tennys Sandgren (94.º), por 6-4, 6-7 (9/11), 7-6 (7/3) e 7-6 (7/5). O tenista de 31 anos já leva mais de 100 ases contabilizados nesta edição do torneio e já derrotou nestes courts Novak Djokovic e Andy Murray quando estes defendiam o título.

Mas não foi só Nadal que confirmou o seu bom momento de forma. Novak Djokovic levou menos três minutos que o rival espanhol para ultrapassar o francês Ugo Humbert (66.º): 6-3, 6-2 e 6-3. O líder do ranking tem como próximo adversário David Goffin (23.º) que afastou Fernando Verdasco (37.º), por 7-6 (11/9), 2-6, 6-3 e 6-4.

Roger Federer foi ainda mais expedito para vencer o italiano Matteo Berrettini (20.º), ao ganhar por 6-1, 6-1 e 6-2, em 1h14m. O suíço vai discutir um lugar nas meias-finais com Kei Nishikori (7.º), que, pela primeira vez cedeu um set no torneio, ante Mikhail Kukushkin (58.º): 6-3, 3-6, 6-3 e 6-4.

Guido Pella (26.º) cometeu a proeza de eliminar Milos Raonic (17.º), finalista em Londres em 2016, por 3-6, 4-6, 6-3, 7-6 (7/3) e 8-6, depois de recuperar de 3-5 no quarto set. E vai decidir um lugar nas meias-finais com Roberto Bautista Agut (22.º).

A sensação Cori Gauff ficou pelo caminho

A Manic Monday fez vítimas mais sonantes no quadro feminino, com as eliminações de Ashleigh Barty (1.ª), Karolina Pliskova (3.ª) e Petra Kvitova (6.ª). Do top 10, sobrevivem apenas Simona Halep (7.ª), Elina Svitolina (8.ª) e Serena Williams (10.ª).

Alison Riske (55.ª) encerrou a série de 13 encontros ganhos por Barty, iniciada em Roland Garros, com uma vitória por 3-6, 6-2 e 6-3. Na terça-feira, a norte-americana defronta a compatriota Serena Williams que, a movimentar-se melhor do que nunca, dominou Carla Suárez Navarro (31.ª), com um duplo 6-2. No entanto, Barty irá conservar o primeiro lugar do ranking devido à derrota de Pliskova.

A checa, número três do ranking e grande favorita a uma presença na final, foi surpreendida pela compatriota Karolina Muchova (68.ª). Há um ano, a jogadora de 22 anos estava fora do top 100 e ficou-se pelo qualifying; nesta segunda-feira, obteve a primeira vitória da carreira sobre uma top 10, ao vencer Pliskova, por 4-6, 7-5 e 13-11. Segue-se outra top 10: Svitolina.

Simona Halep é a mais cotada ainda em prova, depois de travar Cori Gauff (313.ª). A tenista de 15 anos protagonizou o papel de revelação da primeira semana de Wimbledon, mas surgiu menos explosiva do que é habitual, talvez acusando o número de encontros já realizados ao mais alto nível, facilitando a tarefa da romena, que se impôs com um duplo 6-3. Halep terá agora como adversária a chinesa Shuai Zhang (50.ª).

Johanna Konta (18.ª), semifinalista há dois anos, tomou o controlo do duelo com Kvitova ao abrir o segundo set com um break, para ganhar, por 4-6, 6-2 e 6-4. Nos “quartos”, a britânica vai encontrar Barbora Strycova (54.ª) que repete a presença de 2014, ao vencer Elise Mertens (21.ª), por 4-6, 7-5 e 6-2.