Pixabay
Foto
Pixabay

Megafone

Elevator pitch: uma “viagem” de elevador pode ser transformadora

O intuito é apresentar o valor de uma ideia de forma sucinta, com o objectivo de conquistar o interesse e, claro, a aprovação de um possível investidor.

Na tua opinião, quanto tempo dura uma “viagem” de elevador? Cinco minutos? Quarenta segundos? Acreditas que seja tempo suficiente para apresentar uma nova ideia de negócio a um potencial investidor, fazendo-o interessar a ponto de querer agendar uma reunião? Pode soar quase impossível, mas essa é a proposta por trás do conceito de elevator pitch. O termo anglicano significa, literalmente, “discurso de elevador.”

O intuito é apresentar o valor de uma ideia de forma sucinta, com o objectivo de conquistar o interesse e, claro, a aprovação de um possível investidor. Portugal transformou-se num hub de inovação e empreendedorismo. O ecossistema nacional fervilha com novos investimentos. No mapa da economia digital, por exemplo, Lisboa figura ao lado de capitais como Londres, Paris, Madrid e Berlim. Ou seja: saber vender uma ideia de maneira eficiente tornou-se imperativo; poderá proporcionar excelentes oportunidades de negócios – tanto no mundo físico como no online.

É fundamental ser conciso, directo e estar preparado para apresentar a proposta de valor e os benefícios da ideia em qualquer situação, seja dentro do elevador, no aeroporto ou durante um rápido café. O foco, aqui, é destacar a capacidade em gerar receita para quem investir nela. É imprescindível ter muito bem definido os objectivos do negócio, saber qual é o gancho que vai chamar atenção do potencial investidor e não perder a oportunidade de comunicar a ideia de modo assertivo, além, claro, de praticar muito o discurso.

  1. Início: Antes de vender uma ideia, é preciso ter uma. E ela precisa de ser boa, para atrair o interesse do futuro investidor. Faz um brainstorm numa folha de papel sobre como vês o teu negócio: em que mercados, segmentos e nichos queres actuar? Quem serão os clientes? E quais serão as necessidades atendidas? Estes são apenas alguns exemplos de perguntas para esta fase.
  2. Objectivos: agora que traçaste a proposta da tua ideia e o perfil do seu público-alvo, defina quais serão os objectivos, as necessidades dos possíveis clientes e o que você fará para supri-las. Desenvolva os detalhes do negócio que está sendo criado e quais soluções ele irá proporcionar. 
  3. Formato: Estrutura de forma clara e coesa as ideias e os objectivos definidos na etapa anterior. Adopta um nome para o negócio, mesmo que temporário — vai ajudar a resumir o conceito em poucas palavras. Deixa claro qual é a diferença da tua ideia e por que razão é que ela merece ser ouvida.
  4. Gancho: pode ser uma alegoria, uma anedota ou uma pergunta intrigante. O importante é criares um gancho que prenda a atenção e o interlocutor. É preciso apresentar a tua ideia em poucos minutos, então certifica-te que vais transmitir a mensagem de forma directa e assertiva. 
  5. Roteiro: Todas as ideias estão definidas, já sabes o que te diferencia e ainda tens um gancho atraente para atrair o teu investidor? Chegou o momento de criar um guião para o teu “discurso de elevador”. Escreve o que desejas comunicar, mostrando o potencial do teu negócio e lê em voz alta, de preferência cronometrando o tempo, até chegares a um discurso de até três minutos.
  6. Ensaio: Pratica, pratica, pratica e pratica! Deixa o teu discurso impecável e tem tudo memorizado – não decorado. Talvez nas primeiras vezes te percas. No momento, as palavras e a ordem das coisas provavelmente vão mudar. Tudo bem. No entanto, a prática vai proporcionar mais confiança. Acredita na tua ideia!

Agora, espera por aquela “viagem” de elevador que poderá transformar a sua vida. E sobe!