A beleza fria dos glaciares islandeses

As paisagens frias e inóspitas que a Islândia oferece têm um poder arrebatador. Desde as auroras boreais aos vulcões que compõem a geografia do país, a lista de fenómenos naturais aí observáveis fascinam o menos impressionável dos olhares. As centenas de glaciares e calotas de gelo, que cobrem perto de 11% da superfície da ilha, impressionam pela dimensão e harmonia com a envolvência.

Foram estes blocos de gelo que atraíram Allan Su, um viajante do mundo que regista em vídeo e fotografia as suas aventuras. “Apaixonado por viagens e filme”, como se lê na descrição do canal de YouTube, decidiu captar imagens aéreas, com recurso a um drone, dos glaciares islandeses. O resultado são dois minutos de uma beleza natural fascinante, acompanhada por uma música profunda e imersiva, um retrato que chega a fazer duvidar se estamos mesmo a ver paisagens deste mundo.

As alterações climáticas são uma ameaça real que tem diminuído a dimensão destes gigantes gelados. A prova disso são os lagos castanhos que se conseguem ver em torno dos glaciares, consumindo a toda a hora mais gelo. Ao ritmo a que o degelo acontece, há o sério risco de que os glaciares não passem de memórias congeladas em fotografias e vídeos, dentro de algumas décadas. Para já, a beleza misteriosa e austera das paisagens geladas islandesas continua intacta.

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