Fase mais crítica dos incêndios arranca hoje, mas falta um terço dos meios aéreos

Nos próximos três meses, vão estar operacionais 11.492 elementos, 2653 equipas e 2493 veículos dos vários agentes presentes no terreno, mas ainda faltam 20 dos 60 meios aéreos previstos. No ano passado, por esta altura, estavam aptos a voar 55 meios aéreos.

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Incêndio de Monchique, 2018 Rui Gaudêncio

Os meios de combate a incêndios vão ser reforçados a partir desta segunda-feira, passando o dispositivo a estar na sua capacidade máxima, mas dos 60 meios aéreos previstos apenas estão disponíveis 40.

A Diretiva Operacional Nacional (DON), que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) para este ano, indica que os meios são reforçados esta segunda-feira pela terceira vez este ano com a entrada em vigor do denominado “reforçado — nível IV", que termina a 30 de Setembro.

Nos próximos três meses, vão estar operacionais 11.492 elementos, 2653 equipas e 2493 veículos dos vários agentes presentes no terreno.

Decisões judiciais e preparação

A DON indica, para este período, a operação de 60 meios aéreos, incluindo um helicóptero da Força Aérea que será activado em caso de necessidade para coordenação aérea. No entanto, só 40 meios aéreos vão estar disponíveis a partir de segunda-feira, faltando 20 das aeronaves previstas no dispositivo.

O porta-voz da Força Aérea, tenente-coronel Manuel Costa, disse à agência Lusa que faltam os 17 meios aéreos, que aguardam uma decisão judicial dos efeitos suspensivos das providências cautelares, e os três helicópteros ligeiros da frota do Estado, que estão em preparação.

Aquele que é considerado o nível mais crítico de incêndios mobiliza, este ano, mais 725 operacionais, 190 equipas e 30 viaturas do que o mesmo período de 2017. No ano passado, por esta altura, estavam aptos a voar 55 meios aéreos.

Também a partir desta segunda-feira a Rede Nacional de Postos de Vigia vai ser reforçada com a entrada em funcionamento da rede secundária com um total de 230 postos de vigia e 912 vigilantes das florestas.

Os 230 postos de vigia que têm como missão prevenir e detetar incêndios vão estar a funcionar até 15 de Outubro, altura em que voltam a ser reduzidos para 72 até 6 de Novembro.

Os dados disponíveis na página da internet do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indicam que este ano deflagraram 4888 incêndios rurais que atingiram 9705 hectares de florestas, 41% dos quais em povoamentos florestais, 43% em matos e 17% em áreas agrícolas.