Karaté: Patrícia Esparteiro conquista bronze nos Jogos Europeus

A portuguesa somou 24,68 pontos na prova de kata e venceu a bielorrussa Maryia Fursava.

Karatê
Foto
Comité Olímpico de Portugal

A portuguesa Patrícia Esparteiro conquistou este sábado a medalha de bronze na prova de kata, em karaté, dos II Jogos Europeus, em Minsk, ao vencer a bielorrussa Maryia Fursava.

A atleta lusa contabilizou 24,68 pontos, contra 23.68 da anfitriã, arrecadando a 13.ª medalha nos Jogos Europeus para Portugal, que já assegurou mais uma, no futebol de praia.

Patrícia Esparteiro chegou à luta pela medalha de bronze ao concluir a qualificação com 24,79 pontos, atrás da espanhola Sandra Jaime, com 27,44, e à frente da francesa Alexandra Feracci, com 24,60.

Na ranking round, já só com estas três competidoras, Patrícia somou 25,46 pontos, superiorizando-se novamente à rival gaulesa, com 25.000, enquanto a espanhola liderou folgadamente com 27,60, assegurando a disputa pelo ouro.

No kata, os atletas exibem um conjunto de movimentos que são avaliados por sete juízes. O resultado final exclui as duas pontuações mais altas e as duas mais baixas.

Portugal conquistou, até ao momento, duas medalhas de ouro, por Fu Yu, em ténis de mesa, e Carlos Nascimento, nos 100 metros, seis de prata, pela equipa de judo, pelo ciclista Nelson Oliveira no contra-relógio, pelas ginastas acrobatas Bárbara Sequeira, Francisca Maia e Francisca Sampaio Maia, nas provas de combinado e de exercício dinâmico, e por Fernando Pimenta, em K1 1.000 e K1 5.000 metros.

Além de Patrícia Esparteiro, também conquistaram medalhas de bronze as três ginastas, na prova de equilíbrio, a judoca Telma Monteiro (-57 kg), a estafeta mista dos 4x400 metros e Diogo Ganchinho, nos trampolins.

"Aquele crer português"

Patrícia Esparteiro admitiu que chegou aos II Jogos Europeus com “expectativas de pódio” no kata, assumindo como próximo e único objectivo a qualificação para Tóquio2020.

“As expectativas que eu tinha eram definitivamente um pódio. Sabia que era uma competição bastante difícil, estavam cá as oito melhores da Europa e que não ia ser fácil, mas tracei o objectivo do pódio e consegui. É sem dúvida um orgulho enorme. Treinei muito para isso”, disse.

“No kata é 70% para o técnico e 30 para o físico, mas acho que hoje demonstrei que o poder da mente – e aquele crer português que tanto nos caracteriza – me permitiu chegar mais longe”, congratulou-se.

Para cumprir o sonho olímpico, vai preparar-se, a tempo inteiro, para uma prova que em Maio de 2020 dará às três do pódio acesso a Tóquio.

“Este campeonato faz parte da qualificação olímpica, porém estou mais focada num torneio de qualificação em Maio de 2020, que dá acesso directo aos três primeiros. Todos ambicionamos mais esse torneio do que propriamente o ranking mundial, que está bastante complicado”, esclareceu, ciente de que não tem possibilidades de ir às provas do circuito mundial.

A atleta disse ter a “noção de que o karaté está a ganhar alguma visibilidade porque vai estar nos Jogos Olímpicos”, pelo que espera que a sua medalha ajude a levar mais jovens portugueses para a modalidade.