Alinghi com a vitória no Mundial de GC32 na mão

Equipa suíça terminou o terceiro e penúltimo dia da competição que está a decorrer em Lagos com a liderança segura por 16 pontos.

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Com mais ou menos vento, o barco dos suíços Alinghi continua a dominar o Campeonato do Mundo de GC32. No terceiro e penúltimo dia do Mundial de catamarãs de 32 pés, o vento soprou com menos intensidade do que na véspera na baía de Lagos - apenas depois das 17h surgiu a desejada “nortada” -, mas a organização da prova voltou a reunir as condições necessárias para realizar mais três regatas. E o skipper suíço Arnaud Psarofaghis e a sua tripulação aproveitaram para ficar com a vitória no Mundial de GC32 na mão: o Alinghi entrará no domingo na água com 16 confortáveis pontos de vantagem sobre o Oman Air e o INEOS Rebels UK.

Após concluir o segundo dia com uma curta liderança de três pontos, o Alinghi de Psarofaghis praticamente arrumou a questão do título nas três regatas que decorreram neste sábado na baía de Lagos. A equipa suíça venceu a 11.ª e a 12.ª corridas do Mundial GC32, terminando a 13.ª regata no terceiro lugar.

Se o percurso do catamarã liderado por Arnaud Psarofaghis tem sido regular – apenas em duas das 13 regatas ficou fora dos cinco primeiros –, o Oman Air acabou por comprometer o campeonato na 12.ª largada. Uma má opção de Adam Minoprio empurrou a equipa do sultanato para o último lugar e custou aos omanenses a perda de nove pontos para o Alinghi.

A meio da tabela, na quinta posição, está o Argo, depois de na véspera o barco norte-americano ter apanhado um susto. Na 10.ª regata do Mundial, o GC32 da Red Bull Sailing Team chocou com o catamarã liderado por Jason Carroll, virando a embarcação da equipa dos Estados Unidos e provocando ferimentos no francês Sébastien Col.

Imediatamente socorrido pelo barco de apoio do Argo e pela equipa médica da GC32 Racing Tour, o “táctico” do catamarã norte-americano estava poucos minutos depois em terra e foi transportado para o hospital de Lagos, onde foi tratado a ferimentos sem gravidade na anca – o velejador de 41 anos, que em 2015 venceu a classe IMOCA da conceituada Transat Jacques-Vabre, teve alta ainda na madrugada de sábado.

Sem Sébastien Col, mas com os dez GC32 na água, o Mundial GC32 ficará concluído na tarde de domingo, com a realização, se as condições meteorológicas o permitirem, de um máximo de cinco regatas. E apenas uma hecatombe impedirá que o título mundial troque de mãos, mas continue na posse de suíços. Com os 13 pontos de vantagem sobre os mais directos rivais, o Alinghi, que tem na equipa de terra o português João Cabeçadas, apenas terá que controlar a concorrência para suceder à Team Tilt como campeão do mundo de GC32.