Frederico Varandas: “Vamos apresentar três jogadores nas próximas horas”

No dia do início dos trabalhos do futebol, o presidente do Sporting garantiu mais reforços e, pouco depois, Rosier foi oficializado para as próximas cinco temporadas.

"Quem quiser o Bruno Fernandes terá de pagar um preço pesado"
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"Quem quiser o Bruno Fernandes terá de pagar um preço pesado" LUSA/NUNO FOX

Há um ano, por esta altura, o Sporting estava nos primeiros dias da Comissão de Gestão, depois de uma Assembleia Geral que destituiu Bruno de Carvalho, lidava ainda com as rescisões dos jogadores e não tinha treinador. Nesta quinta-feira, o futebol “leonino” voltou ao trabalho com a estrutura e a equipa montadas por Frederico Varandas, com várias caras novas e uma vontade de fazer melhor que na época anterior, marcada pela conquista de duas Taças. Luis Neto (ex-Zenit) e Luciano Vietto (ex-Atlético Madrid) apresentaram-se ao serviço e os “leões” oficializaram Valentin Rosier (cinco épocas e que custou uma verba não revelada mais o avançado Mama Baldé). Rosier é um dos três reforços que Varandas, em entrevista ao canal do clube ao final da tarde, garantiu que iriam ser “apresentados nas próximas horas”. Ao final da noite desta quinta-feira foi confirmada a contratação de Rafael Camacho ao Liverpool​ e o próximo deverá ser Eduardo, médio brasileiro do Belenenses SAD.

Varandas confessou estar “optimista, confiante e ansioso” no primeiro dia da nova época do futebol sportinguista, que será a primeira que inicia como presidente dos “leões”. Varandas falou de uma época que foi “a melhor dos últimos 17 anos” e a vontade de fazer melhor. “O grande desafio é fazer melhor que o ano passado e sei que vamos fazer melhor. Vamos ter de ficar acima do terceiro lugar”, garantiu.

Talvez mais do que os reforços para atacar a nova época, o que tem marcado o defeso “leonino” é a continuidade (ou não) de Bruno Fernandes, com Varandas a dizer que o Sporting está preparado para os dois cenários. “A estrutura preparou-se para o mercado fazendo vários planos. Sabemos que os jogadores que se destacaram serão alvo de cobiça, como o Bruno Fernandes, mas isso não implica que ele saia. Não é um drama, o Sporting está preparado para ele ficar e para ele sair. Quem quiser o Bruno Fernandes, terá de pagar um preço pesado. Garantidamente que não será por 35 milhões”, explicou.

O presidente “leonino” apontou para este início de época como o fim da “primeira fase” — “regularização da situação financeira e das dificuldades de tesouraria com o empréstimo obrigacionista, e a negociação com os “bancos” — e o início da “segunda fase” — “consolidação, resultados operacionais positivos, e não precisarmos de vender jogadores”. “Sabemos que é possível e que iremos conseguir ser o mais eficiente possível na SAD. Já o fizemos no mercado de Janeiro, reduzimos os salários em 10 milhões, sem perder competitividade. E não é só na redução de custos, mas no aumento de receitas em tudo”, frisou.

Resposta a Sousa Cintra

Keizer, garantiu Varandas, terá as armas “para fazer melhor que no ano passado”, referindo-se a Neto, central internacional português, como uma “prioridade” e a Vietto como “um sonho” concretizado nas negociações como o Atlético de Madrid por causa de Gelson Martins. “Voltava a fazer o negocio do Gelson. Quem está cá tem de pagar contas, sabe as contingências e as necessidades”, disse Varandas, que se atirou ainda a Sousa Cintra, que presidiu à SAD durante a comissão de gestão e que criticou a troca de Peseiro por Keizer com a época em andamento: “Keizer ofereceu mais títulos ao Sporting que Sousa Cintra em seis anos de mandato.”

Depois de descrever uma estrutura que encontrou “quase na idade da pedra”, Varandas confessou alguma inveja pelas “décadas de estabilidade” dos rivais por oposição ao Sporting em permanente tumulto.

O líder “leonino” reforçou ainda a sua intenção de continuar a aposta na formação do futebol — “estamos a pagar o preço do abandono da formação” — e de manter as modalidades do clube competitivas: “Houve desinvestimento no futebol e tivemos a melhor época desportiva dos últimos 17 anos. Não podemos gastar mais do que são as nossas receitas. As modalidades vão competir para vencer. Não vamos é cometer loucuras. No passado houve modalidades com orçamentos que acabavam em Fevereiro e outras não estavam orçamentadas.”