Madonna sobre o controlo de armas: “A nossa nação mentiu”

No novo vídeo de Madonna, publicado esta quarta-feira, há pessoas assassinadas a tiro numa pista de dança. A artista explica: “Uma bala penetra o corpo, atira-te ao chão e tira a tua vida. As pessoas sangram até à morte. Isto é a realidade”.

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Imagem do novo vídeo de Madonna. A artista apela de forma explícita ao controlo de armas nos EUA

A canção God Control do álbum Madame Xo décimo quarto trabalho de Madonna, lançado este mês, é na verdade um hino ao “Gun Control” [controlo de armas]. O vídeo publicado esta quarta-feira inclui a representação de um tiroteio numa pista de dança, numa clara referência à violência com armas nos Estados Unidos da América.

O vídeo começa com um aviso que alerta para imagens perturbadoras “que acontecem todos os dias”. “Tem de parar”, acrescenta o aviso. “Wake up” [acorda], repete Madonna ao longo da música, que é interrompida com o som de tiros. A acção principal do vídeo acontece numa discoteca, onde várias pessoas, incluindo Madonna, são baleadas num assalto à mão armada. “Toda a gente conhece a maldita verdade. A nossa nação mentiu”, canta a norte-americana.

Questionada sobre o possível impacto das imagens nos fãs, Madonna diz à CNN que “é isto que acontece quando as pessoas disparam”. “Uma bala penetra o corpo, atira-te ao chão e tira a tua vida. As pessoas sangram até à morte. Isto é a realidade”.

Sendo mãe de seis crianças, Madonna diz que “a violência armada afecta desproporcionalmente as crianças e os marginalizados da nossa sociedade”. “Isso inspira-me a usar a minha arte para defender a mudança”.

Madonna, no tema I Rise, fala também sobre a violência armada nos Estados Unidos e recorre a um sample da voz de Emma González, uma das sobreviventes do tiroteio do liceu Stoneman Douglas, em Portland, no estado da Florida, em 2018.

Numa declaração, a cantora afirma que escreveu I Rise como uma forma de dar voz “a todas as pessoas marginalizadas que sentem que não tiveram uma oportunidade de dizerem o que pensam”. “Este ano é o 50.º aniversário do Pride e espero que esta canção encoraje toda a gente a ser quem é, a dizer o que pensa e a amar-se”, disse.