Liga de Clubes prevê recorde de receitas em 2019/20

O organismo que gere o futebol profissional em Portugal vai acabar com o seu passivo.

Pedro Proença, à direita na foto
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Pedro Proença (à direita) LUSA/MANUEL ARAÚJO

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) divulgou nesta quarta-feira que, para a época 2019/20, prevê atingir um valor recorde de receitas superior a 18 milhões de euros.

A cifra está contemplada no plano de actividades e orçamento que foi nesta quarta-feira votado e aprovado pelas sociedades desportivas que participaram na assembleia geral (16 clubes da I Liga e 14 da II Liga), sem votos contra e com duas abstenções.

Nesta reunião, em que do principal escalão apenas não se fizeram representar Marítimo e Vitória de Guimarães, foi ainda divulgado que no final da época 2019/20 a Liga prevê eliminar o passivo que tinha sido herdado de direcções anteriores às lideradas por Pedro Proença.

“Depois de um período difícil, em que todos contribuíram para recuperar a Liga, prevemos em 2019/20 liquidar toda a dívida contraída ao longo dos últimos anos, que ascendia a cinco milhões de euros”, afirmou Telmo Viana, director financeiro da LPFP.

O responsável vincou ainda que o exercício aprovado contempla um superavit (excedente) de um milhão de euros e que também prevê o pagamento de uma compensação financeira aos clubes da I Liga que sejam despromovidos, cumprindo a deliberação de uma recente assembleia geral.

No âmbito das receitas, está também previsto neste orçamento a entrada de um novo patrocinador para a II Liga.

“Está em fase negocial avançada, e, por isso, prevemos [no orçamento] um valor prudente face ao historial dos últimos três anos”, explicou Telmo Viana.

O responsável financeiro da Liga considerou que “o orçamento foi feito com base na prudência”, apontando que “só deste modo se conseguiu atingir estes valores”.

Telmo Viana ressaltou ainda que o documento prevê um “aumento de apoios para as sociedades desportivas em todas rubricas”.

Quanto às actividades desenvolvidas pela Liga na temporada que agora vai começar está previsto um aumento de 15%.

Apesar de ainda não terem direito de voto, já participaram nesta reunião os responsáveis do Gil Vicente, que será reintegrado na I Liga, e do Vilafranquense, promovido à II Liga.