Crítica

Brincar, outra vez, aos clássicos

Fazia falta um quarto Toy Story? Não. Mas já que se fez, ao menos que se faça como deve ser; e o resultado chuta para canto a produção americana dos nossos dias.

<i>Toy Story 4 </i>é uma variação tão inteligentemente urdida e tão repleta de invenções que o “mais do mesmo” se torna “outra coisa”
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Toy Story 4 é uma variação tão inteligentemente urdida e tão repleta de invenções que o “mais do mesmo” se torna “outra coisa”

Não havia necessidade, como diria o Diácono Remédios: confessamos o pé atrás com que entrámos na quarta aventura do xerife Woody e do astronauta Buzz Lightyear, quase dez anos depois de Toy Story 3 (2010). Fazia falta um quarto Toy Story? Não. A série poderia ter fechado com o terceiro e seria perfeito; nos anos entretanto decorridos, o estúdio fundado por Steve Jobs e John Lasseter foi vendido à Disney e cedeu à pecha das sequelas desnecessárias (vide Monstros: A Universidade ou o segundo e terceiro Carros). E Lasseter (entretanto promovido a responsável da animação da Disney) abandonou o estúdio em 2018, apanhado na voragem dos movimentos femininos #MeToo.