Paraguai preenche a última vaga dos “quartos” da Copa América

O Paraguai, que fez dois pontos no Grupo B, aproveitou o empate entre Equador e Japão para marcar encontro com o Brasil, no quartos-de-final da Copa América.

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Shoya Nakajima, ex-jogador do Portimonense, marcou o golo do empate do Japão frente ao Equador epa/FERNANDO BIZERRA

O Equador e o Japão empataram na segunda-feira a um golo, resultado que, no fecho do Grupo C da Copa América em futebol, eliminou os dois conjuntos e deu ao Paraguai a última vaga nos quartos-de-final.

Os dois conjuntos já sabiam, à partida, que a igualdade seria fatal para ambos, na luta pelos melhores terceiros – passavam dois de três –, mas não o conseguiram evitar, numa ronda em que o Uruguai venceu o agrupamento, ao bater o Chile por 1-0.

Assim, o Paraguai vai encontrar nos “quartos” o anfitrião Brasil, na quinta-feira, o Chile mede forças com a Colômbia, na sexta-feira, dia para o qual já se conhecia o Argentina-Venezuela, e o Uruguai encontra o Peru, no sábado.

No Mineirão, em Belo Horizonte, o Japão a adianta-se, aos 15, com um golo do ex-Portimonense Shoya Nakajima, que aproveitou uma defesa completa de Alexander Domínguez.

Valencia voltou a desperdiçar, aos 23 minutos, após falha de Kawashima, ao contrário de Ángel Mena, que, aos 35, aproveitou da melhor maneira uma defesa para a frente do guarda-redes nipónico, em resposta a um remate de Arboleda.

A segunda parte abriu com Itakura quase a marcar na própria baliza e prosseguiu com menos qualidade e emoção, que só voltou nos minutos finais, quando as equipas arriscaram tudo, conscientes de que o empate não servia a nenhuma.

Depois de uma tentativa de Velasco, aos 77 minutos, só “deu” Japão, que falhou ocasiões aos 86, por Nakajima, aos 90, por Maeda e Kubo, aos 90+4, por Maeda, e, novamente aos 90+4, outra vez pelo ex-Portimonense.

A festa foi, assim, dos paraguaios, aos quais bastaram dois pontos e 3-4 em golos para serem os segundos melhores terceiros, atrás do Peru (quatro pontos) e à frente dos nipónicos, que também totalizaram dois, mas com 3-7 em golos.

O outro encontro da terceira ronda do Grupo C teve como palco o Estádio Maracanã, no Rio de Janeiro, e o “nulo” manteve-se quase até ao fim, com escassas oportunidades, sobretudo na primeira parte, em que se destacou um remate de Cáceres, aos 43 minutos.

Na segunda metade, Paulo Díaz quase deu vantagem ao Chile, aos 69 minutos, mas Giménez, sobre a linha, salvou o Uruguai. Aos 82, marcou o Uruguai, num cabeceamento de Edison Cavani, após cruzamento do ex-benfiquista Jonathan Rodríguez.