Inês Torres. Porque é que o Antigo Egipto nos continua a fascinar tanto?

Neste episódio do podcast Quarenta e cinco graus dedicado ao Antigo Egipto, a convidada é Inês Torres, egiptóloga e actualmente doutoranda na Universidade de Harvard, nos EUA.

A conversa navega por vários pontos da História desta civilização que atravessou três milénios, nos quais os historiadores identificam três períodos de estabilidade (os chamados Império Antigo, Intermédio e Novo) separados por dois períodos de interregno que duraram 100 ou 200 anos (mais do que alguns reinos que se lhes seguiram). O Egipto dos faraós terminou precisamente quando dava entrada o Cristianismo, que passou a dominar a cultura ocidental até, pelo menos, ao Renascimento.

Estes três mil anos de civilização são explicados, pelo menos em parte, pela protecção da geografia e pela presença do rio Nilo, uma fonte de água mais fiável do que em outras civilizações. Esta prosperidade, por seu lado, permitiu libertar o tempo das pessoas que fizeram aquilo que hoje, em retrospectiva, admiramos: a criação de uma burocracia administrativa desenvolvida, progressos na matemática e na astronomia, proezas arquitectónicas e artísticas.

Ao longo da conversa, Inês Torres — especializada no período do Império Antigo — e o anfitrião José Maria Pimentel falam ainda sobre a escrita, as pirâmides e outras criações, os ritos funerários e a visão optimista em relação à morte, passando ainda pelas características peculiares da cultura dos egípcios e da maneira como a sociedade estava estruturada, desde as elites ao povo, de que sabemos muito menos. Fala-se ainda, mais demoradamente, sobre Akhenaton, que terá sido o faraó mais misterioso.

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