Supremo Tribunal espanhol eleva para 15 anos pena para La Manada

Os juízes reverteram a condenação de um tribunal de Navarra que considerou que o ataque foi um abuso sexual e não uma violação.

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Manifestação feminista em frente ao tribunal Manuel Bruque/LUSA

O Supremo Tribunal espanhol elevou de nove para 15 anos a pena de prisão para o grupo de cinco homens conhecidos por La Manada que violaram uma mulher nas festas de San Fermín, em 2016. Por unanimidade, os juízes consideraram que houve violação e não um abuso sexual, como determinara o tribunal de Navarra.

Depois de ouvirem os argumentos da defesa e acusação no recurso, os juízes acrescentaram duas agravantes ao crime, que ajudam a sustentar o aumento das penas: os cinco homens cometeram actos vexatórios e tratou-se de um acto conjunto de duas ou mais pessoas. 

A decisão do Supremo dita, assim, que os cinco homens — ​José Angel Prenda, Alfonso Jesús Cabezuelo, Ángel Boza, Antonio Manuel Guerrero e Jesús Escudero — devem começar a cumprir as penas nos próximos dias. De acordo com o jornal espanhol El País, citando fontes policiais, os membros de La Manada foram detidos esta sexta-feira por haver risco de fugirem. O jornal diz que alguns planeavam sair de Sevilha nas próximas horas.

Além do aumento da pena de prisão para cada um dos cinco acusados, um deles, Antonio Manuel Guerrero, foi condenado a mais dois anos por roubo. O tribunal decretou que a mulher atacada deverá receber 100 mil euros de indemnização.