Segurança Social deverá processar 163 mil novas pensões em 2019

Trata-se de um aumento de 50% face a 2014, adiantou o ministro das Finanças em resposta aos deputados do PSD e do CDS que criticaram os atrasos destas prestações.

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Segurança Social centralizou os serviços num edifício da Avenida da República desde o início de 2019 Margarida Basto

A Segurança Social deverá processar 163,5 mil novas pensões ao longo de 2019, o que representa um aumento de 50% face a 2014. A garantia foi deixada nesta quarta-feira pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, durante uma audição na Comissão Parlamentar de Trabalho e Segurança Social.

Centeno respondia às críticas do PSD e do CDS que alertaram para os atrasos no processamento das pensões da Segurança Social, um problema para o qual também a provedora de Justiça tem alertado.

“Na anterior legislatura, as pensões estavam congeladas e não havia praticamente processamento das pensões”, começou por lembrar o ministro. Agora, assegurou, “estamos a processar mais pensões”.

Mário Centeno acrescentou, em 2014, forma processadas 109 mil novas pensões; em 2018, foram processadas 125 mil e, até Maio de 2019, houve um crescimento de 25%. “Se fizermos uma pequena extrapolação para o conjunto do ano”, antecipou, o número de pensões processadas terá um aumento de 50% face a 2014. Ou seja, até ao final de 2019, a Segurança Social deverá dar seguimento a 163,5 mil pedidos de pensões.

Mário Centeno reconheceu que existem problemas: “Que ninguém se engane, qualquer serviço tem dificuldade em responder a esta enorme procura”.

“Até 2015, sem cumprir nenhuma meta, o que o Governo [PSD/CDS] fez foi desnatar e descapitalizar os serviços da Segurança Social”, acusou. “Em 2014, foram processadas 109 mil novas pensões; em 2018, foram processadas 125 mil e, em 2019, serão processadas em Portugal mais 50% das pensões que foram processadas em 2014. A pressão sobre os serviços é desta dimensão”, insistiu já no final da audição.

Ao longo da manhã, o PSD e o CDS criticaram os atrasos na atribuição das pensões, lembrando que as queixas têm vindo a aumentar e alertando para a posição assumida pela provedora de Justiça, Maria Lúcia Amaral, que considerou o tratamento dado aos beneficiários “vexatório”.

O ministro do Trabalho já tinha prometido acelerar o processamento das pensões e na semana passada foi publicado o diploma que alarga as situações em que podem ser atribuídas pensões provisórias.

Actualizado às 13h47m com correcção do número total das pensões em 2019 no título e texto da notícia.