Frente Comum entrega petição no Parlamento a exigir aumentos salariais

Petição junta mais de 26 mil assinaturas e pede também a reformulação da tabela remuneratória única do Estado.

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Ana Avoila é a dirigente da Frente Comum LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

A Frente Comum entregou nesta terça-feira uma petição na Assembleia da República com mais de 26 mil assinaturas a exigir a reformulação da tabela remuneratória única e a valorização dos salários da função pública.

Numa conferência de imprensa que decorreu em frente à escadaria da Assembleia da República, em Lisboa, com a presença de dezenas de delegados e dirigentes sindicais, a líder da Frente Comum, Ana Avoila, disse que a petição recolheu “mais de 26 mil assinaturas” e apelou à sua discussão no plenário “ainda durante esta legislatura”.

Em causa está o diploma que institui como remuneração base na administração pública 635,07 euros, mas que “implica a subtracção dos pontos detidos pelos trabalhadores, sendo-lhes vedada a progressão” na carreira, lê-se na petição.

Ana Avoila considerou que o diploma “está a criar dificuldades entre os serviços e grandes injustiças entre os trabalhadores”, uma vez que coloca trabalhadores com 25 ou 30 anos de carreira a ganhar os mesmos 635,07 euros que outros que entrem agora para o Estado.

Além disso, de acordo com a dirigente sindical, o facto de o valor de 635,07 euros corresponder à quarta posição na tabela remuneratória e não à primeira posição não garante a proporcionalidade salarial entre carreiras prevista na lei.

“Neste momento há um descontentamento muito grande, a somar-se ao não aumento de salários que acontece há dez anos”, sublinhou Ana Avoila, exigindo actualização “para todos os trabalhadores e não só para alguns”, criticando as declarações do primeiro-ministro, António Costa, no sábado, ao Expresso.

Ao jornal, António Costa antecipou a possibilidade de “haver actualização anual dos vencimentos” e “preencher as inúmeras lacunas de contratação de pessoal na administração pública”, assim como “rever significativamente os níveis remuneratórios dos seus técnicos superiores”.