Fundação Gulbenkian vende petrolífera Partex por 555 milhões de euros

O negócio já foi fechado com a empresa pública tailandesa PTTEP.

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António Costa Silva, presidente da Partex Miguel Manso

A Fundação Calouste Gulbenkian anunciou nesta segunda-feira que chegou a acordo com a empresa tailandesa de exploração e produção de petróleo PTT Exploration and Production (PTTEP) para vender a gestora de activos petrolíferos Partex.

“A operação terá um valor de 622 milhões de dólares, sujeita aos ajustes habituais nestas transacções”, lê-se no comunicado da Fundação Gulbenkian. Ao câmbio actual, o negócio rendeu cerca de 555 milhões de euros à Fundação Gulbenkian.

“Esta transacção marca uma reconfiguração da base de activos da fundação”, cujo investimento tem como “objectivo principal obter um rendimento atractivo a longo prazo”, afirma Isabel Mota, presidente do conselho de administração da Fundação Calouste Gulbenkian.

“A recomposição reforçará a diversidade dos seus investimentos e impacto social, em linha com a natureza filantrópica das suas actividades”, lê-se no documento.

O acordo seguirá agora o habitual processo de autorizações, que deverá estar concluído até final do ano, adianta o mesmo documento.

No comunicado, a Fundação Gulbenkian garante que “a PTTEP pretende utilizar a Partex como uma plataforma de crescimento” e compromete-se “a manter a gestão e restantes colaboradores da empresa, bem como o escritório em Lisboa”.

O negócio foi assinado pela presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Isabel Mota, e pelo presidente e CEO da empresa tailandesa, Phongsthorn Thavisin.

A operar desde 1985, a PTTEP tem 46 projectos petrolíferos em 12 países espalhados pelo mundo.

A intenção de alienar a petrolífera fundada em 1938 foi anunciada formalmente em Fevereiro do ano passado, tendo a fundação chegado a acordo nos meses seguintes com a CEFC Shanghai International Group. Mas o negócio acabou por não se concretizar, tendo a Gulbenkian decidido pôr termo às negociações, devido à “incapacidade da empresa em esclarecer cabalmente” uma investigação ao seu presidente. Em Maio, o grupo CEFC — que em Portugal estava igualmente interessado nos seguros do Montepio — entrou em incumprimento com os seus credores.