Crónica de jogo

Sporting derrota Benfica e adia decisão de título

Os “leões” levaram o jogo para prolongamento quando faltavam 30 segundos para o fim da partida.

Momento do jogo de futsal entre o Sporting e o Benfica
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Momento do jogo de futsal entre o Sporting e o Benfica Tiago Petinga/Lusa
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Merlim LUSA/TIAGO PETINGA
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Pany Varela LUSA/TIAGO PETINGA
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Momento do jogo de futsal entre o Sporting e o Benfica LUSA/TIAGO PETINGA
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Momento do jogo de futsal entre o Sporting e o Benfica LUSA/TIAGO PETINGA

Uma vitória forasteira para cada lado, um triunfo caseiro para ambas as equipas e um play-off empatado a dois entre os eternos rivais. É assim que está mais uma final do campeonato nacional de futsal, que vai ser decidida, pelo segundo ano seguido, ao quinto e derradeiro jogo depois de o Sporting ter vencido nesta quinta-feira o Benfica por 5-3 no Pavilhão João Rocha. O próximo campeão nacional de futsal será conhecido no domingo, no Pavilhão da Luz.

O Sporting começou a partida muito mais rematador que o Benfica e o primeiro real aviso chegou aos 6’ com um remate de Rocha à barra de Roncaglio. E, na jogada seguinte, os “leões” inauguraram o marcador com a assinatura de Léo Jaraguá, que teve espaço à entrada da área do Benfica para rematar.

Pedro Cary, que tinha feito a assistência para o primeiro golo do Sporting, acabou expulso minutos depois de fazer falta sob Robinho, que estava isolado e de frente para a baliza sportinguista - penálti que André Coelho converteu, empatando o marcador aos 10’.

Dois minutos depois, o Benfica atingiu a quinta falta e deixou de arriscar tanto. E, pouco depois, Alex Merlim fez o 2-1 para o Sporting, que fechou o resultado dos primeiros 20 minutos depois de fintar Fits em cima da linha da área das “águias”.

O Sporting estava por cima do encontro na primeira parte, mesmo depois de também ter chegado à quinta falta cometida. E ainda beneficiou de três lances livres sem barreira, todos negados por André Correia, o guardião que defende este tipo de lances no futsal benfiquista.

Na segunda parte assistiu-se a menos interrupções no jogo (excepto na recta final). Até esse momento, as oportunidades de golo tombavam para ambas as partes, mas foi o Benfica que as converteu, chegando mesmo à vantagem. Chaguinha empatou a partida aos 24’ num lance dividido entre vários jogadores na área dos “leões” e Fábio Cecílio completou a reviravolta numa jogada de contra-ataque do Benfica ao encostar a bola perto do poste.

O Benfica chegava ao 3-2 e, aparentemente, com o título nacional à vista. Os adeptos “encarnados” acenderam artigos pirotécnicos na bancada visitante do Pavilhão João Rocha, algo que desagradava os adeptos do Sporting no outro lado da quadra. Os apoiantes da formação verde e branca protestaram e recolheram a rede protectora da bancada, levando a polícia de choque a posicionar-se. A um minuto do fim dos 40 minutos regulares, a partida ficou interrompida por algum tempo para limpeza do pavimento.

Mas quando o jogo retomou, o Sporting recorreu ao guarda-redes avançado e a superioridade numérica valeu o golo do empate, por Rocha, a 30 segundos do final da partida.

No prolongamento, Rocha marcou o quarto golo dos “leões”, depois de uma recarga a outro livre da marca dos dez metros defendido por André Correia, e Pany Varela fixou o resultado final num contra-ataque.

No final da partida, o treinador do Benfica disse que o Sporting “teve os seus méritos para vencer” e que o “futsal português e ambas as equipas merecem disputar o jogo cinco”. Já Nuno Dias considerou que o Sporting não mereceu a desvantagem que sofreu “nem ter ido a prolongamento pela superioridade que evidenciou”. “Foi o jogo mais desequilibrado da final, apesar de o resultado não ter sido o mais desnivelado”, concluiu.