Camionistas negoceiam “subsídio de operação”

Sindicatos dos motoristas já tiveram a primeira reunião com a Antram. Ronda negocial prossegue a 19 de Junho.

Manuel Salgado
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Rui Gaudencio

A primeira reunião entre as três estruturas que representam os motoristas de transportes de mercadorias, a associação patronal (Antram) e o representante do Ministério das Infraestruturas decorreu esta tarde, com a apresentação da proposta da Antram. Para além do Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e do Sindicato Independente de Motoristas de Mercadorias (SIMM), também estiveram na reunião os representantes da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), a única entidade que tem um Contrato Colectivo de Trabalho Vertical (CCTV) assinado com a Antram desde Setembro.

No protocolo negocial que pôs fim ao ciclo de greves ficou estabelecido que seria este contrato colectivo que iria estar na base do novo processo de conciliação, e que SIMM e SNMMP estariam no processo com os mesmos procedimentos como quando se trata de uma convenção e se equaciona a adesão de associações sindicais.

Neste contexto, hoje foi a vez de a Antram apresentar a sua proposta e, de acordo com José Manuel Oliveira, da Fectrans, não houve grandes surpresas. “Agora cada estrutura vai fazer a sua análise e contraproposta, e levá-las para a próxima reunião, que está marcada para 19 de Junho. As negociações estão a decorrer num clima normal para estes processos e é expectável que ainda haja algumas reuniões antes do processo fechar”, argumentou.

Uma das questões que vai ter de ser decidida nas próximas reuniões é a forma como vai ser atribuído e regulamentado o “subsídio de risco”, a ser atribuído aos motoristas de matérias perigosas, com a Fectrans e o SIMM a lembrarem que não são apenas os combustíveis e o gás que devem merecer essa categorização. O que está em cima da mesa é o pagamento de um “subsidio de operação” de 125 euros por mês que vai acrescer ao salário dos motoristas.