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Um momento de publicação independente: Inland Journal

Fanzines, edições de autor, livros de artista — nesta rubrica queremos falar de publicação independente. A artista e docente Isabel Baraona apresenta o Inland Jornal de André Cepeda e Eduardo Matos. O próximo podes ser tu.

Apresenta-nos a publicação.
Inland Journal, que já tem oito números. É editado por André Cepeda e Eduardo Matos com a chancela No Man Land. O design gráfico está a cargo de Joana & Mariana e a produção é feita com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.​

Quem são os autores?
Cada número funciona como uma carta-branca e implica uma colaboração diferente. Nos primeiros números há textos e imagens de André Cepeda, Eduardo Matos, Vera Mota, Luís Lopes, Gustavo Sumpta, António Olaio, Mattia Denisse, AAPA (Associação de Amigos da Praça do Anjo), Aida Castro e Maria Mire, Pedro Cabral Santo. O quinto volume conta com a colaboração de João Fonte Santa, o sexto com João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, o sétimo com Alice Geirinhas e o oitavo com Fernando José Pereira.

Do que quiseram falar?
Seduziu-me o número 0 por ser organizado em forma de narrativa epistolar e incluir textos sobre performances a que não assisti, logo acciona a minha turbulenta imaginação. O que me interessa neste projecto é o contraste entre a modéstia do formato, o cuidado na imagem (excelente paginação) e a variedade de conteúdos de número para número. Por fim, não saber o que trará o próximo jornal!

Questões técnicas: quais os materiais usados, quantas páginas tem, qual a tiragem e que cores foram utilizadas?
É um jornal aperiódico, tem uma tiragem de 300 exemplares, é impresso a risografia, apenas a preto (excepto o número 3, cuja página central é a cores). De aparência simples e preço modesto, toma a forma de folhas brancas dobradas e encasadas em formato A5.

PÚBLICO -
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Onde está à venda e qual o preço?
Stet, Lisboa, por 1 euro.

Porquê fazer e lançar fanzines hoje em dia?
Cada um terá as suas razões. No meu caso, permite uma exploração plástica que dialoga com desenho e com instalação;  é uma das formas que assume o meu trabalho artístico.​

Recomenda-nos uma edição de autor recente lançada em Portugal.
Cinema 4, Out of Focus do Felipe Felizardo.​