Teresa Pacheco Miranda
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Teresa Pacheco Miranda

O festival Mimo quer premiar a nova geração de músicos

Pela primeira vez, o Prémio Mimo de Música chega à edição portuguesa do festival. O vencedor vai tocar no palco e noite principais do festival, em Amarante, a 27 de Julho, mas também fazer parte da programação do Mimo no Brasil.

A quarta edição do Festival Mimo de Amarante, de 26 a 28 de Julho, tem novidades: dedicado a “todos os segmentos de música”, onde o “grande critério” é a “qualidade”, o objectivo do Prémio Mimo é galardoar “a nova geração da músicos”, explica Lu Araújo, fundadora e directora do festival, ao P3.

A primeira edição portuguesa do prémio, que já é atribuído no festival do Brasil desde 2014, é mais “completa”. Enquanto no Brasil o prémio é dedicado apenas à música instrumental — “porque é uma música com mais dificuldade em impor-se” —, a edição de Portugal é mais “abrangente” e não olha ao “tipo de produção musical, género ou estilo”.

Para Lu Araújo, há algo que deve “ficar claro”: “Não é um concurso de bandas”. O Prémio Mimo de Música quer “reconhecer trabalhos que podem até já estar no mercado, mas produzidos por artistas entre os 18 e os 40 anos”, lembra a directora. “Espero que consigamos ter o panorama da produção contemporânea jovem em Portugal, chegando a vários pontos do país”, afirma.

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As inscrições já estão abertas e terminam a 7 de Julho. Os artistas devem preencher uma ficha de inscrição, a disponibilizar no site do festival, “com informações sobre o projecto e alguns links de música”. A escolha do vencedor faz-se em duas etapas. A comissão de avaliação, composta por personalidades de música e pela direcção do festival, vai seleccionar os seis finalistas que seguem, depois, para voto do público. A votação é online, de 11 a 20 de Julho.

A par do Prémio Mimo de Música, há ainda a distinção do Artista Revelação, que receberá a gravação e edição de um EP, com seis faixas, a ser lançado pela editora Valentim de Carvalho, parceira do festival. No entanto, este prémio não vai a voto popular e é escolhido directamente pela comissão de avaliação. “Queremos dar ao vencedor o pontapé de partida”, conta Lu Araújo. Os vencedores de ambos os prémios são anunciados a 21 de Julho.

O cartaz da quarta edição portuguesa conta com nomes nacionais e internacionais: Samuel Úria, Rubel e Criolo, do Brasil, 47Soul, da Palestina, Mayra Andrade, cabo-verdiana, e Salif Keita, do Mali, são alguns dos artistas já confirmados. Pelo segundo ano consecutivo, o festival volta a ser também um “canal para promover a arte”, paralelamente à programação musical. A mostra Abstracção. Arte Partilhada Coleção Millennium BCP, composta por mais de 30 obras de 18 autores nacionais e internacionais, vai ocupar o Museu Amadeo de Souza-Cardoso durante três meses.

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O Mimo Festival nasceu no Brasil em 2004, idealizado por Lu Araújo, e teve a primeira edição internacional em 2016, em Amarante. Em 2018, contou com 70 mil pessoas. Foi distinguido como Melhor Infra-estrutura Nacional em 2017 e 2018 nos Iberian Festival Awards.