Têxtil vende mais para EUA e Itália mas cai nos maiores mercados

Principais clientes da indústria portuguesa compraram menos 28 milhões de euros entre Janeiro e Abril. Espanha, França, Alemanha e Reino Unido registam queda conjunta de 2,54% face a 2018

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Marco Duarte/Arquivo

As vendas ao exterior da Indústria Têxtil e Vestuário (ITV) portuguesa cresceram 0,2% entre Janeiro e Abril. A evolução das exportações praticamente estagnou, por culpa da queda nas vendas para os quatro principais mercados de destino. Em sentido contrário, houve um aumento expressivo das compras feitas a partir de Itália e da América do Norte. Apesar de ser com valores mínimos, o sector continua em expansão, ainda que dependa fortemente desses maiores clientes europeus, que valem praticamente 60% das exportações.

Espanha, França, Alemanha e Reino Unido – que são os principais clientes da ITV portuguesa – registaram quedas de 1,8%, 1,9%, 6,3% e 3,2%, respectivamente. Somando a facturação, verifica-se que estes quatro mercados tinham comprado 1104 milhões de euros no primeiro quadrimestre de 2018, receita que agora baixa para 1076 milhões de euros, no período homólogo de 2019. O que dá uma descida agregada de -2,54%.

“Para compensar, as exportações para os EUA aumentaram 16,4 %”, afirma o presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), num comunicado em que se resumem os indicadores divulgados nesta terça-feira. Os EUA foram mesmo o mercado de destino "com maior crescimento absoluto, de 15,3 milhões de euros”, sublinha Paulo Melo, acrescentando que as exportações para Itália subiram 6,1% e para o Canadá se vendeu mais 28,8%. No total, “as exportações para os destinos não comunitários aumentaram 10,2%”.

Por tipo de produto, as vendas de vestuário e de têxteis-lar caíram 0,4% e 2,4%, respectivamente. A venda de matérias-primas acaba por compensar essa variação negativa, registando um aumento de 2,7%. “Os produtos em destaque foram as pastas, feltros e artigos de cordoaria”, com um aumento de 14,4%, salienta a ATP.

Face a este desempenho, a balança comercial de têxteis e vestuários registou um saldo de 357 milhões e uma taxa de cobertura (percentagem do valor das importações de bens que é possível cobrir pelo valor da exportações de bens) de 125%.