Festival Lisboa Mistura, três dias para celebrar a diversidade urbana

O festival Lisboa Mistura está de volta, para três dias de festa, desta vez no Lumiar. Começa este sábado e no cartaz estão nomes como Al-Qasar, Akua Naru e África Negra. A entrada é livre.

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Akua Naru DR

Já andou por vários lugares da cidade, como o Castelo de São Jorge, o Largo do Intendente ou a Ribeira das Naus. Mas na edição de 2019 o festival Lisboa Mistura, organizado pela Associação Sons da Lusofonia e pela EGEAC Cultura em Lisboa, escolheu a Quinta das Conchas, no Lumiar, e aí decorrerão, durante três dias, diversas actividades, como destaque para a música e a dança.

Destinado, segundo os promotores, a celebrar “a comunidade urbana e a diversidade que integra o ADN da cidade de Lisboa”, na edição deste ano o festival “convida músicos internacionais do Médio Oriente, da América do Norte e de África tal como grupos comunitários, constituídos por pessoas de várias freguesias de Lisboa, de diferentes gerações e proveniências culturais.”

E esse encontro começa já este sábado, pelas 18h, com Sunset Mistura (com DJ Ricardo Alves, Angola), seguido de um concerto (18h30) do grupo Al-Qasar, do Médio Oriente, com raízes em quatro continentes: “No palco, produtor francês Thomas Bellier acompanha o cantor marroquino Simo Bouamar (Speed Caravan). A eles junta-se o Argelino Mehdi Haddab (Speed Caravan, Ekova, África Express), virtuoso do oud elétrico, e o percussionista Amar Chaoui dos tuaregues do Mali Tinariwen. Guillaume Theoden (Blaak Heat) assume o baixo e Paul Void (Stamp) a bateria.” Uma mistura de garage rock psicadélico com instrumentos tradicionais do mundo árabe.

Oficina Portátil e Akua Naru​

Domingo, o festival recomeça às 15h com um concerto da OPA (Oficina Portátil de Artes), um projecto pedagógico e artístico de raiz intercultural, promovido pela Sons da Lusofonia, com jovens de diversas origens e bairros da Área Metropolitana de Lisboa, com o apoio do Pelouro da Cultura da CML. Segundo os promotores, a OPA “trabalha na construção de uma rede de trabalho entre bairros que permita aos jovens aceder a ferramentas e práticas artísticas, cruzando amadores com profissionais e permitindo uma formação acompanhada, que possibilite a integração no mercado musical.” Participantes: May, Dukes, 2and Mind, KRS, Ygmil, OLD, Caco e Geta.

Ainda no domingo, novo DJ Sunset Mistura (com Mãe Dela), às 18h30, seguido de concerto (1930) com a norte-americana Akua Naru, “artista de hip-hop, produtora e activista, que expressa na sua música e lírica, entre o jazz e o soul, a miríade de experiências das mulheres negras e da cultura negra global.” Akua Naru tem já quatro álbuns em nome próprio The Journey Aflame (2011), Live & Aflame Sessions (2012), The Miner’s Canary (2015), e The Blackest Joy (2018).

Festa Intercultural​ e ​África Negra​

Segunda-feira, último dia, haverá às 15h a habitual Festa Intercultural com concertos e dança, este ano com Índia Mística (Índia), Rocksolania (Ucrânia), Finka Pé (Cabo Verde), Alcante Coral Alentejano (Portugal), Academia Musical 1 de Junho 1893 (Portugal) e Auto Astral (Brasil). Depois, às 18h30, o terceiro Sunset Mistura (desta vez com DJ Johnny) e, a terminar, um concerto com o grupo África Negra, de São Tomé e Príncipe (19h30), que mais de uma década após o lançamento do seu primeiro álbum, apresentam em Lisboa um novo disco, Alia Cu Omali, que significa “Areia e Mar”, gravado entre São Tomé e Lisboa. Dos cinco elementos que compõem o grupo, dois vêm da sua formação original: o vocalista João Seria e o guitarrista Leonildo Barros.

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África Negra, de São Tomé e Príncipe DR