Companhias de cruzeiros estão a tirar Cuba do mapa

Proibição de cruzeiros entre EUA e Cuba obrigou gigantes como a Royal Caribbean ou MSC a reformular as suas viagens. Havana sai de muitos itinerários.

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Um adeus cubano, na quarta-feira, à "MS Empress of the Seas" da Royal Caribbean Alexandre Meneghini/Reuters

O Governo norte-americano decretou na terça-feira, entre outras medidas, a proibição imediata de cruzeiros entre os EUA e Cuba. Os resultados não se fazem esperar e as companhias de cruzeiros já estão a defender-se, retirando a ilha dos roteiros, sendo que esta se tinha tornado uma das estrelas destas viagens pelas Caraíbas. Todas as empresas estão a actualizar informação nos seus sites sobre as alterações e compensações aos passageiros.

Entre elas, uma das maiores companhias de cruzeiros do mundo, a Royal Caribbean Cruises, já decretou que “todas as viagens de 2019 no Majesty of the Seas e no Empress of the Seas terão portos alternativos nas Caraíbas”. A empresa, que tem sede em Miami, na Flórida, adianta ainda, em comunicado, que, “em resposta à mudança de política do Governo dos EUA”, foi também “feita uma revisão e reduzido o número de itinerários com escalas” em portos de Cuba.

Devido às alterações, a Royal Caribbean - cujo grupo detém outras outras marcas imponentes como a Celebrity Cruises, Pullmantur, Azamara, Croisières de France e ainda 50% da TUI Cruises -, garante aos passageiros as opções de cancelar a reserva com “reembolso total” ou mantê-la, aceitando o novo itinerário, sendo que neste caso a empresa devolve metade do dinheiro. Além das decisões imediatas, a empresa promete mais novidades para breve em relação aos planos para 2020. “Estamos a trabalhar em itinerários alternativos”, referem. 

Outra gigante mundial, a MSC Cruises - a empresa que esta semana se viu envolvida num polémico acidente em Veneza - também anunciou mudanças. A companhia, embora baseada na Europa, informou que vai “proceder de imediato à modificação de todos os seus itinerários previamente programados” com escala em Cuba. Um navio que já estava com rota cubana, o MSC Armonia, passa já a seguir para portos alternativos. Sai Havana, entram portos nos EUA, México ou ilhas Caimão. Também aqui, os passageiros terão direito a compensação, recebendo cerca de 352 euros em crédito e sendo reembolsados por quaisquer excursões que tivessem comprado em Cuba. 

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Outras grandes empresas de cruzeiros, como a Carnival e a Norwegian Cruise Line, ambas com sede em Miami, também cancelaram e alteraram rotas. No caso da Carnival, um comunicado lançado ontem ao final da tarde no site da empresa confirma a substituição de Havana por outros portos e adianta-se já o plano de novos itinerários para 2020. A Norwegian vai publicando online actualizações do caso cubano, propondo novas rotas e reembolsos para viagens até Setembro e anunciando que todos os cruzeiros após esta data ficam automaticamente cancelados. 

As viagens entre os EUA e Cuba tinham sido retomadas em 2016, sob administração Obama. Desde 1959, o ano da revolução cubana, que não havia viagens de cruzeiros entre os dois países.