Crítica

Goodbye, Lenin!

Uma montagem espectacular serve a mais recente individual de Rosângela Rennó em Portugal.

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Vasco Stocker Vilhena
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Na sala principal da galeria, as paredes estão cobertas por uma enfiada de imagens emolduradas dispostas em mosaico. São imagens de estátuas de Lenine, captadas nos restos do império soviético colapsado em 1989, e ainda visíveis aqui e ali na imensidão do espaço que este ocupava. Rosângela Rennó, que o público português ficou a conhecer depois de uma grande exposição individual na Gulbenkian, em 2012, que marcou também o começo do seu trabalho regular com a galeria Cristina Guerra, tem aqui a concretização de um recente projecto artístico que declina, como muitos que o precederam, a questão do destino das imagens.