PS distancia-se do PSD, mas ainda sem maioria absoluta nas legislativas

Sondagem atribui 40,4% das intenções de voto aos socialistas se as legislativas se realizassem agora. PSD fica-se pelos 22,5%.

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António Costa Miguel Madeira

Adensa-se a distância entre PS e PSD. Se houvesse eleições legislativas agora, o PS seria o partido mais votado, com 40,4%, um resultado confortável, mas que não lhe permitirá alcançar a maioria absoluta no Parlamento. É o que indica uma sondagem da Pitagórica para o Jornal de Notícias e a TSF, divulgada esta quinta-feira.

Bastante aquém deste resultado, fica o PSD, que recolhe 22,5% das intenções de voto, ou seja, menos 18 pontos percentuais do que os socialistas. Se estes resultados se confirmassem em Outubro, o PSD teria o pior resultado de sempre em eleições legislativas (inferior aos 24,3% de 1976).

Realizada antes das eleições europeias, esta sondagem dá uma vitória folgada aos socialistas, que consolidam a sua tendência de crescimento nas intenções de voto, a quatro meses da realização das legislativas. Também o PAN (Pessoas-Animais-Natureza) vê as intenções de voto crescerem face à sondagem anterior, de Abril: sobe de 2,8% para 3,6%.

Nas eleições europeias de domingo, o PS teve 33,38% dos votos, reforçando ligeiramente o resultado alcançado em 2014 (31,5%), contra 21,94% do PSD, o que representa o pior resultado de sempre do partido em europeias e também em eleições de âmbito nacional.

De acordo com a sondagem desta quinta-feira, o PS sobe três pontos percentuais relativamente à sondagem de Abril e cresce 7% quando comparado com o resultado alcançado nas europeias de domingo. Regista-se também uma subida de 8% face às legislativas de há quatro anos.

Segundo este estudo, a terceira posição pertence ao Bloco de Esquerda, com 8,3% dos votos, a exemplo do que sucedeu nas europeias de domingo e também nas legislativas de 2015. A CDU surge em quarto lugar, recolhendo 6,5% das intenções de voto. Os dois partidos à esquerda do PS não subiram relativamente à sondagem do mês de Abril.

Os indicadores divulgados esta quinta-feira pela Pitagórica revelam que o Bloco tem mais implantação junto dos mais jovens, mas perde força entre os eleitores com idade superior a 45 anos. O partido de Catarina Martins está bem implantado entre a classe média e é mais forte na região Centro do país, com 2,3% das intenções directas de voto. Já a CDU tem melhores performances entre o eleitorado dos 55 aos 64 anos (7,8%), nos mais pobres (10%) e nos que residem no sul do país (10,5%).

Os democratas-cristãos surgem quatro décimas abaixo dos comunistas. Nas europeias de domingo, o CDS foi o quinto partido político, obtendo uma votação de 6,19%, que apenas permite um representante em Bruxelas. Já o PAN está também numa dinâmica de subida, chegando aos 3,6% nesta sondagem, um resultado que abre caminho à eleição de mais um deputado.