Advogado que “secou” combustíveis vai ajudar “mais de uma dezena” de outros sindicatos

Entre a dezena de sindicatos que pediram ajuda está o novo Sindicato de Segurança e Vigilantes de Portugal, em vias de ser criado e com o qual manterá uma relação muito semelhante à que mantém com os motoristas e matérias perigosas.

Pedro Pardal Henriques
Foto
Pedro Pardal Henriques Rui Gaudêncio

O advogado que se destacou na luta do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, Pedro Pardal Henriques, prepara-se para ajudar “mais de uma dezena” de novos sindicatos, noticia a TSF nesta quinta-feira.

Pedro Pardal Henriques revela que o seu escritório de advogados tem sido muito contactado por várias estruturas sindicais – alguns sindicatos independentes que já existem e outros que estão em vias de ser criados. “Vieram pedir que os ajudemos na representação jurídica e não jurídica”, avança o advogado à TSF.

No caso do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, que em Abril avançou com uma greve que prometeu parar o país, Pedro Pardal Henriques entrou para os órgãos sociais da estrutura, ocupando o lugar de vice-presidente, mas isso não será necessariamente o que irá acontecer nestes novos sindicatos.

“Com cargo nos órgãos sociais ou não, [a ajuda] será sempre feita com a mesma envolvência e com a mesma determinação”, afirma. É indiferente ocupar algum lugar nos órgãos sociais, porque só o irá fazer de forma temporária, “na criação do sindicato”, esclarece.

Ser ou não profissional do sector que defende também não é relevante: o seu papel não se altera e não é um problema legal (embora esteja dependente dos estatutos da organização).

Entre a dezena de sindicatos que pediram ajuda está o novo Sindicato de Segurança e Vigilantes de Portugal (SSVP), em vias de ser criado e com o qual manterá uma relação muito semelhante à que mantém com os motoristas e matérias perigosas. Quanto aos outros nomes, o advogado prefere não revelar.

Para Pedro Pardal Henriques, o sindicalismo tradicional está a mudar: “Muitas pessoas e sindicatos reviram-se naquela luta e forma de estar que os motoristas de matérias perigosas têm adoptado. E por isso têm efectivamente conversado connosco no sentido de poder também ajudá-los”, sentencia.