Netanyahu falha novo governo e Israel repete eleições

Vencedor das legislativas de Abril tinha até às 22h de quarta-feira para formar governo. Knesset vota autodissolução inédita.

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Benjamin Netanyahu ABIR SULTAN/EPA

Os israelitas vão voltar a ser chamados para eleger um novo Parlamento a 17 de Setembro depois de Benjamin Netanyahu, vencedor das eleições de Abril, ter falhado as negociações com o seu antigo aliado de extrema-direita, Avigdor Lieberman, para a formação de um novo Governo – um cenário inédito no país.

O vencedor das eleições tinha até à meia-noite de quarta-feira (22h em Portugal continental) para formar governo. Tendo falhado o prazo, cabia ao Presidente Reuven Rivlin escolher qual o passo seguinte, que podia passar por pedir a outro partido para tentar formar um executivo.

Esse cenário não era o privilegiado pelo partido Likud de Netanyahu, que apresentou uma moção no Knesset para dissolver a assembleia e forçar novas eleições. A proposta foi aprovada já nos primeiros minutos desta quinta-feira. 

O maior obstáculo à formação de um novo governo liderado por Netanyahu foi o seu antigo ministro da Defesa, Lieberman, e a diferença de opinião entre este e os partidos religiosos (o Judaísmo Unido da Torah) em relação a uma lei sobre a excepção do serviço militar obrigatório para os ultra-ortodoxos (os primeiros defendem o fim da excepção do serviço militar para os que estudam a Torah, os segundos a sua continuação).

Após a dissolução do Knesset, um Netanyahu furioso falou ao país, acusando Lieberman de “golpada inacreditável e kafkiana”.

“Lieberman é agora parte da esquerda. Enganou o seu eleitorado”, disse, antes de prometer vencer as eleições de Setembro. 

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