PJ desmantela grupo responsável por rapto violento de guineense

Unidade Nacional Contra-Terrorismo deteve três homens e uma mulher.

Polícia Judiciária
Foto
Polícia Judiciária Fábio Augusto/arquivo

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta terça-feira que desmantelou um grupo criminoso responsável pelo rapto de um homem proveniente da Guiné-Bissau. Quatro pessoas — três homens e uma mulher, com idades entre os 40 e os 49 anos — foram detidas pela Unidade Nacional Contra-Terrorismo (UNCT) da PJ, no âmbito de uma investigação aberta pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) da Moita.

Em comunicado, a PJ descreve que “a vítima foi raptada na via pública”, na Amadora, “com contornos de grande violência, tendo sido mantida em cativeiro durante três dias” numa casa no concelho da Moita, “onde foi submetida a constantes ameaças e agressões de modo a coagir os seus familiares ao pagamento de resgate”.

Após ter sido sequestrado na Amadora, o homem, com cerca de 30 anos, residente no estrangeiro mas regularmente em Portugal, foi depois levado para a Moita, onde esteve até ser libertado, segundo uma fonte contactada pela Lusa, que acrescentou que os detidos são de ascendência guineense.

Durante a detenção destas quatro pessoas, “foram apreendidos relevantes elementos de prova, designadamente, equipamentos de telecomunicações, vestuário e outros”.

Os detidos serão presentes, no prazo de 48 horas, a primeiro interrogatório judicial para a aplicação da medida de coação no Tribunal de Instrução Criminal do Barreiro.