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Confrontos entre presos numa prisão do Amazonas deixam 15 mortos

Motim ocorreu na mesma prisão onde em 2017 mais de 50 presos foram mortos. Polícia está a investigar as causas.

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O Complexo Penitenciário Anísio Jobim é a maior prisão de Manaus Ueslei Marcelino / Reuters

Confrontos entre presos numa prisão em Manaus, a capital do estado do Amazonas (norte), no domingo, causaram 15 mortos. A polícia está a ainda a investigar as motivações, mas foi neste estabelecimento prisional que em 2017 mais de 50 presos morreram durante um motim de diferentes facções criminosas.

Os incidentes ocorreram ao final da manhã de domingo, durante o período de visitas, algo pouco comum em casos deste género, segundo o secretário da Administração Penitenciária do estado, Marcus Vinícius. “É uma regra do crime nunca matar durante a visita de familiares. Foi a primeira vez que aconteceu no Amazonas”, disse o responsável, citado pelo jornal O Globo.

Não foram usadas armas de fogo, segundo as autoridades penitenciárias, nem houve registo de fugas – as mortes ocorreram por asfixia e com recurso a escovas de dentes com as pontas afiadas. Algumas das vítimas foram assassinadas à frente dos familiares, segundo Vinícius.

As motivações por trás dos confrontos estão ainda por apurar, embora os episódios de violência nas prisões brasileiras – geralmente com más condições de segurança e sobrelotadas – entre grupos rivais ligados ao narcotráfico, conhecidos como “facções” sejam comuns.

Confrontado sobre esta possibilidade, o secretário da Administração Penitenciária do Amazonas disse que “o estado não reconhece facções”.

A 1 de Janeiro de 2017, o Complexo Penitenciário Anísio Jobim foi palco do massacre em prisões mais grave desde o de 1992 na prisão de Carandiru, em São Paulo, em que 111 presidiários morreram. Em 2017, morreram 55 pessoas em confrontos que abriram uma onda de massacres noutras prisões no Norte e no Nordeste que deixaram 119 mortos.

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