Opinião

Que poderemos fazer pela Europa?

A doce ilusão de vivermos numa ilha onde os riscos do extremismo parecem ainda longínquos não nos deve fazer baixar os braços.

Em mais um pertinente artigo, aqui publicado na passada terça-feira, José Pedro Teixeira Fernandes interroga-se: “O que está errado nas eleições europeias?”. A Europa tornou-se opaca, ilegível aos olhos dos cidadãos das nacionalidades que a compõem e cujas perspectivas se vêm modificando sobre o seu destino. Recorde-se, a propósito, que algumas tendências iniciais dos nacionalismos extremistas hostis à integração europeia e à moeda única têm vindo a ser substituídas por posições mais “pragmáticas” e que se propõem “reformar” a Europa por dentro. Daí, também, a famosa “crise existencial” a que todos se referem. Mas, afinal, de que estamos verdadeiramente a falar?