PPE e Socialistas & Democratas podem perder 81 deputados

Dois grupos de extrema-direita crescem, respectivamente, de 42 para 56 (ELDD) e de 36 para 57 (o grupo da ENL, onde deverão sentar-se os eurodeputados da nova aliança formada pelo líder da Liga italiana, Matteo Salvini).

Predrag Drobnjak
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O grupo de Salvini pode ficar com 57 deputados MATTEO BAZZI/EPA

Na primeira projecção avançada pelo Parlamento Europeu, baseada nas sondagens à boca das urnas de 11 países e nas projecções pré-eleitorais (estimativas) dos restantes 17 países, o Partido Popular Europeu será a maior bancada da próxima legislatura, com 173 lugares, seguido dos Socialistas & Democratas com 147 lugares. Juntos, os dois maiores grupos alcançam apenas 320 votos e não conseguem replicar a maioria de 401 que detinham no mandato que está prestes a terminar. O PPE perde 43 eurodeputados e o S&D 38.

A bancada liberal, que integrará além dos actuais partidos o novo movimento Renascença do Presidente francês, Emmanuel Macron, e os romenos USR Plus, é a terceira maior bancada com 102 lugares. Cresce significativamente dos actuais 62 lugares, em função da entrada de novos membros mas também do reforço previsto da sua votação em vários países.

A bancada dos Verdes terá 71 eurodeputados, um crescimento de 19 lugares face aos actuais 52.

Já o GUE - Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde tem apenas 42 lugares projectados (menos dez eurodeputados), um resultado que a confirmar-se faz da extrema-esquerda a menor bancada do Parlamento Europeu. É neste grupo que se sentam os eurodeputados eleitos pelo PCP e pelo Bloco de Esquerda em Portugal.

Já os três grupos na margem à direita do espectro político, deverão ter um peso idêntico: os Conservadores e Reformistas Europeus poderão ter 58 membros, a Europa da Liberdade e Democracia Directa com 56 membros, e o Grupo Europa das Nações e da Liberdade com 57 membros.

Mas o resultado pode ser considerado mau para o grupo dos Conservadores e Reformistas, que cai dos actuais 77 lugares para 58. 

Já os outros dois grupos de extrema-direita crescem, respectivamente, de 42 para 56 (ELDD) e de 36 para 57 (o grupo da ENL, onde deverão sentar-se os eurodeputados da nova aliança formada pelo líder da Liga italiana, Matteo Salvini).