FC Porto perfeito em casa sagra-se campeão pela 23.ª vez

A uma jornada do fim, os “dragões” recuperaram o título graças a um triunfo sobre o Riba d’Ave.

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LUSA/JOSÉ COELHO
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Rolo em linha de hóquei
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Percebeu-se que era uma noite especial antes mesmo de a bola ter começado a rolar no pavilhão Dragão Caixa. Por momentos, o recinto ficou às escuras e a entrada em pista da equipa do FC Porto foi cumprida debaixo de um jogo de luzes intermitente, digno de receber os (quase quase) campeões nacionais. Com um triunfo sobre o Riba d’Ave (6-3), os “dragões” justificaram a recepção especial e confirmaram o 23.º título de hóquei em patins, a uma jornada do fim. 

Faltava uma vitória aos “azuis e brancos” para recuperarem um troféu que na época anterior tinha sido entregue em Alvalade. Uma vitória para, de certa forma, minimizarem a desilusão decorrente da derrota na final da Liga Europeia, diante do Sporting. E foi perante um pavilhão cheio, à espera de assistir ao jogo da consagração, que o FC Porto arrancou para o 21.º triunfo da temporada, o 12.º (em 12 possíveis) em casa.

Rafa inaugurou o marcador logo aos 2’ e o italiano Giulio Coco reforçou a vantagem aos 7’, quatro minuto antes de Nuno Pereira reduzir.  A resposta dos “dragões” surgiu aos 14’, num remate de Poka que contou com uma abordagem infeliz do guarda-redes Diogo Fernandes, mas Bruno Pinto voltou a marcar para o Riba d’Ave num lance de contra-ataque, antes de um penálti de Gonçalo Alves fixar o 4-2 ao intervalo.

A tendência manteve-se no segundo tempo, com os famalicenses (já com a manutenção assegurada) a utilizarem as transições ofensivas para chegarem à baliza de Carles Grau. Foi assim que Bruno Pinto bisou, aos 35’, se bem que a diferença mínima pouco durou: Coco aproveitou um passe de ruptura de Rafa para emendar para o 5-3.

Com as altas esferas do clube e da modalidade presentes nas bancadas, o FC Porto encerrou o encontro em atraso da 24.ª jornada da Liga com mais um golo, no caso de Reinaldo García, desencadeando o início da festa entre os adeptos a cinco minutos do apito final. 

Graças aos três pontos que detém a mais face à Oliveirense (e à vantagem no confronto directo), a equipa orientada pelo espanhol Guillem Cabestany fará da derradeira jornada uma etapa de consagração, quando receber o Turquel, no sábado. O candidato mais regular ao longo de toda a prova liderou durante um total de 14 rondas (15 se contabilizarmos já a única que falta disputar), tendo cumprido os derradeiros 10 jogos sempre na liderança.

Ao contrário do que aconteceu noutras edições, o troféu foi entregue minutos depois, erguido pelos jogadores no centro do rinque e comentado por Cabestany: “Estivemos toda a época a trabalhar para isto. Queremos ganhar mais troféus, mas conseguir um prémio destes depois de um ano de competição é muito bom. Quero agradecer aos jogadores, que foram enormes durante toda a época”, sublinhou, ao Porto Canal, o técnico catalão. “Perdendo tão poucos pontos aqui no Dragão Caixa, vamos estar sempre na luta”.

O 13.º título “azul e branco” neste século deixou também Gonçalo Alves, o melhor marcador, satisfeito. “A união dentro e fora de campo foi fundamental. Conseguirmos este troféu é simplesmente fabuloso”. Um discurso alinhado com o do capitão, Hélder Nunes: “É um sonho tornado realidade. É o campeonato mais difícil do mundo e fomos nós que o ganhámos”.