Suécia inicia pedido de extradição de Julian Assange

Procuradora pediu a detenção do fundador da WikiLeaks, que cumpre pena no Reino Unido e enfrenta outro pedido de extradição, dos EUA. Decisão final cabe aos tribunais e ao ministro dos Negócios Estrangeiros britânico.

A procurador sueca, Eva Marie-Persson
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A procurador sueca, Eva Marie-Persson Reuters/ANNA RINGSTROM
Assange foi detido em Abril na embaixada do Equador em Londres
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Assange foi detido em Abril na embaixada do Equador em Londres Reuters/Peter Nicholls

A procuradora sueca que lidera as investigações ao fundador da WikiLeaks, Julian Assange, por acusações de violação e outras agressões sexuais, entregou esta segunda-feira um pedido oficial para a sua detenção. Se o pedido for aceite, será o primeiro passo no processo de extradição de Assange do Reino Unido, onde está a cumprir uma pena de 50 semanas de prisão por não ter cumprido os termos de uma liberdade condicional aplicada no país em 2012.

Nessa altura, o fundador da WikiLeaks encontrava-se em Londres e refugiou-se na Embaixada do Equador para escapar a um primeiro pedido de extradição da Suécia.

O Ministério Público sueco suspendeu as investigações em 2017, por considerar que a permanência de Assange na embaixada em Londres tornava impossível a sua audição em condições legais.

A procurador sueca decidiu reabrir o caso após a detenção do fundador da WikiLeaks, em Abril, depois de a polícia britânica ter entrado na Embaixada do Equador.

“Pedi ao tribunal que detenha Assange, por suspeitas de violação”, disse a procuradora Eva-Marie Persson. Assange manteve sempre a sua inocência e diz que as relações com as duas acusadoras foram consentidas. Em seguida, a responsável irá emitir um mandado de captura europeu, para que Julian Assange possa ser entregue à Suécia depois de cumprir a pena no Reino Unido.

Esta decisão do Ministério Público sueco vem levantar dúvidas sobre o futuro de Assange, que também tem um pedido de extradição por parte dos EUA, onde é acusado de conspiração para aceder a um computador do Governo norte-americano.

Em última análise, será a Justiça britânica e o ministro dos Negócios Estrangeiros do país a decidirem qual dos dois pedidos terá prioridade.